ACB debate impactos da IN125 no setor cacaueiro e encerra calendário anual

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A Associação Comercial da Bahia (ACB) encerrou seu calendário anual nesta terça-feira (9) com a realização da 4ª Reunião da Diretoria Plenária, dedicada a discutir os impactos da Instrução Normativa 125 (IN125) sobre a cadeia produtiva do cacau. O encontro contou com a participação do secretário de Agricultura da Bahia, Pablo Barroso.

A principal apresentação foi conduzida por Vanuza Barroso, presidente da Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), que chamou atenção para os riscos trazidos pela IN125 e pela importação predatória ao setor cacaueiro, especialmente na Bahia. “Este é um setor extremamente importante e não tem, ainda, políticas públicas. Não temos previsão de safras e ainda contamos com uma importação predatória. Além de não ajudar, o governo está nos atrapalhando,” afirmou, lembrando que a cadeia do cacau movimenta a economia de mais de 100 municípios baianos.

O empresário e associado da ACB, Ademar Lemos Júnior, responsável por sugerir o debate, reforçou a urgência do tema. “Se não houver uma ação efetiva agora, muito em breve estaremos lamentando as consequências de não ter enfrentado essa situação a tempo.” Ele também destacou que o problema preocupa outros estados produtores, como Pará, Espírito Santo e Rondônia.

A presidente da ACB, Isabela Suarez, ressaltou a importância de a instituição promover debates que impactam diretamente a economia baiana como um todo. “A discussão sobre o cacau ultrapassa o interesse setorial. Diz respeito à economia da Bahia, ao futuro dos nossos produtores de cacau e à preservação de um patrimônio que marca nossa identidade. A ACB seguirá sendo um espaço de diálogo e defesa dos interesses do empresariado,” declarou.

Suarez afirmou ainda que a entidade continuará acompanhando de perto as questões que envolvem o setor cacaueiro e disponibilizando sua estrutura para apoiar os produtores.

A reunião foi finalizada com a tradicional confraternização de Natal da instituição.

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