Com relevantes serviços prestados ao PDT, partido pelo qual se elegeu vice-prefeita de Salvador e ao qual disputou à vice-presidência da República, Ana Paula Matos ressaltou seu alinhamento às pautas da legenda mas deixou claro que, em 2026, estará ao lado de ACM Neto, virtual candidato, por força da sua coerência e da lealdade à sua trajetória política.
Neste ano, o PDT rompeu com ACM Neto e declarou apoio à reeleição de Jerônimo Rodrigues.
“Estarei com ACM Neto. Se o partido não estiver, eu não estarei mais no partido. Mas é neste momento que eu tomarei a decisão, ouvindo todo o grupo e vendo o que é melhor para a cidade e que partido eu vou”, declarou a vice-prefeita de Salvador.
Ana Paula garantiu que não está, no momento, discutindo filiação a uma nova legenda, já que está focada no trabalho à frente da nova secretaria que comanda. Ela destacou ações recentes como o Arraiá da Prefis e o Circuito Mulheres Negras em Movimento, e afirmou que está envolvida diretamente nas agendas da sua pasta, o que tem reduzido sua participação em eventos externos.
“Eu estou trabalhando muito, porque para que eu faça algo no coletivo, tem que ter escuta. Vocês não estão me vendo tanto em eventos de outras partes, como eu participava, porque eu estou participando de eventos da área, para entender e compreender. Posso dizer a vocês que agora só está começando. A gente vai ter entregas lindíssimas”, afirmou.
Sobre sua relação com o PDT, Ana Paula ressaltou que sua entrada no partido se deu por identificação com a pauta da educação e da valorização da mulher trabalhadora, e que sempre manteve uma postura de lealdade e coerência. “Eu tenho muito respeito ao PDT. Quando entrei, foi por uma identidade da educação, da trabalhadora que sou, da Petrobras. Eles respeitam muito isso. Isso foi uma das coisas que me alçou à condição de vice-presidente”, disse.
A vice-prefeita lembrou que sua filiação foi construída com o apoio do grupo de ACM Neto e que sua presença na chapa majoritária em 2020 foi, inclusive, uma garantia da permanência do PDT na aliança. Para Ana Paula, uma eventual saída do partido da base oposicionista será uma mudança de rumo da legenda — e não dela.
“O PDT muda de lado. Se vocês saem agora por outras questões, vocês estão mudando. Quem está mudando o lado, quem está mudando a forma de conduzir, não sou eu. No dia em que eles oficializarem a saída, está claro: eu estarei com ACM Neto”, concluiu.



