Marcelo Werner destaca corte na carne da corporação e volta cobrar Legislativo e judiciário por leis mais duras e prisão para criminosos

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O secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, voltou a cobrar ao judiciário leis mais duras e o cumprimento da legislação para indivíduos presos nas práticas criminais, quer seja no tráfico de drogas ou no homicídio.

“É importante, fundamental, a gente, lógico, respeitar os poderes, mas entender a importância de algumas investigações, o princípio da oportunidade, respeitando a legalidade, mas a gente entender o que é prioridade, o que deve ser prioridade para fins de investigação e de combate”, destaca Werner em entrevista à rádio Metrópole na manhã desta terça-feira (22).

“Há uma provocação da minha parte, o que você sabe disso, em relação à Legislação. Se precisa, eu sempre faço essa provocação em relação ao executivo nacional e ou ao Legislativo Nacional, para que a gente possa ter leis mais duras para crimes violentos. Crimes violentos que são cometidos em larga escala em todo o território nacional”, aponta o PF.

“A gente precisa realmente entender que se uma pessoa sai para matar outro de forma banal, colocar uma arma para roubar um patrimônio, essa pessoa tem que criar uma lei, uma pena mais dura. ações de combate também, como o senhor bem falou, investigações que nós levamos a cabo no ano passado, que estão em andamento para que a gente também tire de circulação ou desbarate quadrilhas implicadas no poder público ou no poder político”, arremata o secretário de Segurança Pública em entrevista à Mário Kertész.

O secretário de segurança pública da Bahia destacou o que classifica como cortar na carne, em referência ao trabalho de investigação e operação contra desvio de comportamento de PMs e PCs.

“Por último, a gente também tem que fazer nosso dever de casa. Costumo dizer, não só na questão da nossa capacitação, não só na questão do fortalecimento de investigações com esse viés, não só na movimentação e predição de disputas territoriais que colocam no meio da linha de fogo, justamente a população, então ações preventivas da Polícia Militar, abraço ao comandante Magalhães, mas também buscando cortar a própria carne se for necessário”, ressalta o secretário de Segurança.

“Então, eu não abro mão disso. Ao longo desse primeiro semestre, agora de 2025, foram 13 operações. Nunca houve tanta operação contra servidor público. Eu digo servidor, não falo nem servidor. Na verdade, se uma pessoa está cometendo um crime, é um criminoso revestido de servidor.

“Eu sou muito rígido em relação a isso e nós temos também se trabalhado para que aqueles desvios de conduta sejam realmente apurados com corregedorias fortes, com a corregedoria externa forte, mas acima de tudo entendendo sim que a gente tem um dever legal e a gente tem que estar acima de tudo sempre do lado da lei, sempre buscando os preceitos constitucionais de respeito de direitos humanos, de respeito à legalidade. Tudo isso faz com que a gente tenha uma ação bem pontual”, arrematou Werner.

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