O deputado federal Cláudio Cajado (PP) apontou que não deve acontecer um “aceno do PP” ao presidente Lula (PT) como apontou o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), ao elencar ações que podem contribuir para o retorno do partido à sua base.
O PP rompeu aliança com o PT, em 2022, após João Leão não ter o mandato tampão acordado.
“Vamos aguardar, eu não vou me apressar, porque eu sei que não tem decisões que são nacionais; eu espero que o PP acene para o presidente Lula, se acenar para Lula já me ajuda bastante, a gente poder ter uma unidade nacional”, apontou Jerônimo Rodrigues.
Cajado avaliou que uma aliança no estado não depende diretamente de um pacto nacional.
“Não vai acontecer aliança com Lula, o presidente Ciro é contra. O presidente Ciro não vai permitir que o PP se coligue com Lula, agora ajudar Câmara através bancada é possivel, em termo de partido, vincular o apoio na Bahia nacionalmente inviabiliza o acordo”, reforçou Cajado ao OFF News.
“Acho que precisa conversar, não tenho informação dos critérios, parâmetros, que tipo de relação teríamos com o governo neste retorno. Não sentarmos para definir essa volta, eu não tive conversa com nenhum membro do partido, com o governador, com ninguém, nenhum parlamentar ou líder político, não tenho parâmetros algum sobre isso”, explica o parlamentar.
“Penso que deve acontecer depois eleição, se acontecer. Ver como partido sai da urna, como PT se posicionou, isso só teremos uma imagem depois eleição, não agora”, arrematou o deputado federal.
Questionado se o cenário poderia mudar até 2026 com a ala pró-Lula no partido, Cajado declarou: “É muito pequena para poder destituir o presidente”.
Lula
Com um ministério no governo Lula, Cajado explica que a posição do PP hoje é de neutralidade, já que apoiou Jair Bolsonaro em 2022.
“Eu penso que hoje a bancada não tem obrigação votar, mas entrega 30, 35 dos quase 50 votos. Eu voto ás vezes sim, às vezes não, voto segundo anorientação do partido. Agora o que for encontra arcabouço fiscal, que relatei, voto contra”, apontou o pepista.
“Aumentar tributação voto contra. Então, tenho determinadas bandeiras que defendo, responsabilidade fiscal, equilíbrio fiscal. Como relator do arcabouço acho absurdo o governador criar receita fictícia absurdo, não dá para ficar tomando empréstimos para pagar custeio, criar uma política de valorização do salário minimo aumentando deficit previdência, afetando a politica responsabilidade fiscal”, arrematou Cláudio Cajado.



