O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), admitiu a possibilidade de fazer um mini-reforma administrativa ainda no 2° semestre de 2024, após a eleição. Em tom de descontração, ele apontou que espera fazer as mudanças em um ambiente de necessidade mediante a eleição de deputados federais.
“Olha, eu fiz poucas mudanças até agora, mudança de ordem, de necessidade agora das eleições, trocamos alguns nomes por conta disso, por causa de órgão como a Cerb, que é candidato (Futuca em Ibirataia pelo MDB). É possível, vou trabalhar para isso”, disse o chefe do executivo estadual após um ato com membros da juventude na noite desta segunda-feira (12).
“A gente tem que fazer uma reforma porque se a gente eleger Zé neto (PT) e Waldenor (PT), isso acaba puxando os deputados estaduais; eu vou torcer para que eu possa fazer a reforma alegre nesse aspecto da vitória. Mas é natural, dois anos, a gente poder oxigenar, vamos pensar que a gente tem que mudar, mas sempre conversando com os partidos políticos”, pontuou o governador.
PP
Questionado se a reforma administrativa teria foco em reabrir membros do PP, o governador apontou que o cenário nacional poderá contribuir para reconstrução da aliança rompida em 2022, quando o partido decidiu apoiar ACM Neto na disputa ao governo da Bahia.
“Olha, o PP está conversando nacionalmente, aqui nós temos um, posso dizer, estabilidade na relação da Assembleia, nós pactuamos isso. Assim que eu assumi, os deputados do PP colocaram-se à condição de que os projetos de interesse da Bahia, eles acompanhariam e está sendo feito isso, eu estou na contrapartida fazendo as entregas que nós pactuamos, indo aos municípios dos deputados, com eles ao lado, eles tendo direito a falar nos meus ambientes como deputados”, destacou Jerônimo Rodrigues.
“Vamos aguardar, eu não vou me apressar, porque eu sei que não tem decisões que são nacionais; eu espero que o PP acene para o presidente Lula, se acenar para Lula já me ajuda bastante, a gente poder ter uma unidade nacional. Aqui na Bahia eu tenho expectativa, porque nós vamos fazer agora muitos prefeitos aliados do PP, filiados ao PP, mas aliados mesmo, vai ser uma grande movimentação, eu acho que essa é uma raciocínio lógico”, arrematou o governador da Bahia.



