Davidson reage após fala do presidente do PT sobre a vice: “quem retirou a candidatura que tinha mais peso eleitoral em Salvador foi o PCdoB; eu acho que a gente precisa baixar um pouco a bola”

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O secretário de Emprego e Renda e ex-presidente do PCdoB, Davidson Magalhães, apontou, em entrevista ao OFF News, que a vice de Geraldo Júnior interessa ao partido e que deve ser uma expressão dos partidos de esquerda que estão na composição, e não apenas do Partido dos Trabalhadores.

A resposta foi após o presidente do PT, Éden Valadares, apontar que o partido teria dificuldade de abrir mão da vice já que foi difícil o processo de abrir mão da cabeça de chapa.

“Olha, primeiro, quem retirou a candidatura que tinha mais peso eleitoral em Salvador foi o PCdoB… Então, não tem direito adquirido sobre a definição de vice; claro que a vice tem que ter uma composição que expresse essa força e essa composição mais à esquerda, mas ninguém tem direito adquirido isso; Inclusive, o PT faz parte de uma federação… Dentro da federação, a candidatura mais forte era de Olívia. Então, não é assim”, pontuou Davidson Magalhães.

“Eu acho que a gente precisa baixar um pouco a bola para discutir de maneira muito… Se nós queremos, de fato, construir um projeto vitorioso e foi assim que foi construído, é com diálogo, é com conversa e não com imposições. E o PCdoB não abre mão do debate, assim, sobre a vice. Nós queremos sentar e discutir os critérios já que participamos desse debate, nós estivemos participando desse debate e a condução é do nosso governador, mas nós temos um conselho político também, e nós temos opinião sobre isso”, apontou o ex-presidente do PCdoB.

Ao ser questionado se a candidatura de Geraldo Jr. deve gerar um impacto negativo na federação, que esperava um candidato de dentro dele, o secretário de Esporte apontou que a situação séria pior se tivesse um candidato da federação fraco.

“Olha, a chapa de vereadores seria mais impactada se tivesse um candidato fraco, se tivesse um campo dividido. A candidatura competitiva puxa a chapa de vereadores. Eu acho que a demonstração que teve ontem no Bonfim deu exatamente a dimensão de ter uma candidatura única”, aponta o político.

“Eu não acredito que haja encolhimento da chapa proporcional por conta de uma candidatura ser do outro partido, se não, cada partido teria que lançar um candidato. Se é essa lógica prevalecer, ninguém vai apoiar ninguém, se é uma lógica completamente que não corresponde, inclusive, aos resultados eleitorais. Pode ver, onde tem candidatura a prefeito ou a governadora frágil, isso impacta as candidaturas de deputado de vereador”, apontou o comunista.

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