Edén garante interesse do PT na vice de Salvador e descarta tese de arestas deixadas com escolha de Geraldo Jr: “É o 15, mas faremos campanha como se fosse 13 na urna”

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O presidente do PT Bahia, Éden Valadares descartou que tenha arestas a serem aparadas após o grupo escolher Geraldo Júnior como candidato, deixando os deputados Olívia Santana (PCdoB) e Robinson Almeida (PT) pelo caminho.

O presidente da Conder, em entrevistas recentes, como outros membros do grupo, tem citado que a escolha do vice-governador como candidato a prefeito de Salvador deixou algumas arestas para serem aparadas.

“Eu acho a aresta um termo forte. É claro que se você perguntar no dia do anúncio tem um quê de frustração com Olivia, com o Robson, com o Lídice, com o Antonio Brito, com quem tinha colocado o nome, ninguém, todo mundo que colocou o nome à disposição e no fundo sonhava, gostaria, almejava ser o candidato ou a candidata”, apontou Éden Valadares.

“No dia ali, é difícil que tá todo mundo sorrindo, mas logo depois do anúncio teve uma festa de confraternização do governo, é isso que você vê de adjuntos quem tinha que lamentar, lamentou, durou uma noite só, lamentação, vocês vão ver aqui hoje, todo mundo caminhando junto, forte, acho que isso é o grande triunfo do governador Jerônimo, nas eleições passadas de 2020, 2016 o grupo, o nosso grupo não conseguiu sair unificar de Salvador desde 2012 que a gente não sai tão junto e acho que isso por si só já é uma vitória quem achava que a eleição em Salvador estava resolvida teve que recolher essa expectativa, porque vai ter eleição o grupo vai ter”, garantiu o presidente do PT.

Éden acredita que a escolha da vice será divulgada após o Carnaval.

“Depois do Carnaval. Tenho certeza que depois do Carnaval a gente vai sentar. Estamos voltados para a construção do Carnaval. Geraldinho vai coordenar o Carnaval pelo governo do Estado. É um momento que a gente recebe turistas do Brasil e do mundo inteiro. Então os esforços do governo estão concentrados nisso. Acho que a política pode esperar um pouquinho”, brincou o diretor partidário.

“Não tenho muita ansiedade não. Acho que o tempo da política é diferente do tempo às vezes das outras dimensões da sociedade. Eu lembro que ficavam nos cobrando. Esse aqui mesmo cobrava que era danado. Se era maio, se era abril, se era junho, se era dezembro. No momento certo que amadureceu saiu a candidatura de prefeito de Geraldo Júnior. No momento certo sairá de vice”, garantiu Valadares.

Vice

Ele também garantiu que o PT tem interesse na indicação, ao contrário do que sugeriu o vereador de Salvador, Lessa (PT), de que o partido não deveria indicar o nome, dando espaço para outros partidos da base.

“Nós do PT não fechamos questão sobre nomes, ao contrário, queremos debater primeiro o perfil. Entendemos que ajuda se tiver um PT na vice, mas não é uma imposição, nada disso. Queremos dialogar. Como a gente disse, o PT fará campanha de Geraldo Júnior como se fosse nossa. É o 15, mas é como se fosse 13. E nós estamos focados em ele. Na querida Feira de Santana, Vitória da Conquista, Camaçari, então, o tempo de colher ainda não chegou, é tempo de plantar, é tempo de conversar um bocado ainda sobre perfil, e depois do carnaval a gente amadurece e anuncia o vice”, reforçou Éden Valadares.

“Creio que não (tese de Lessa seria majoritária). O PT é muito forte, é um partido que já foi um processo pra gente abrir mão da candidatura, respeito à opinião de Lessa, entendo o que ele quer dizer, o que ele está dizendo é que não é uma imposição, não precisa ser necessariamente, obrigatoriamente do PT. Mas acho que agrega valor se esse tiver uma candidatura a vice. Nós não estamos obrigados nem proibidos”, avaliou o petista.

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