Durante entrega de uma escola na manhã desta quinta-feira (15), em Salvador, o governador eleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), ao ser questionado sobre a escolha da deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) como sua secretária de Cultura, declarou:
“Olivia é uma decisão do partido. Olivia não é um partido. Se o partido indicar nós vamos apreciar. Está sendo assim. Os partidos estão indicando os nomes que vou apreciar e os curriculo, vou olhar para depois selecionar. É uma boa pessoa e tudo, mas a decisão é do partido”.
A resposta do futuro governador expõe o conflito interno na legenda de esquerda envolvendo a deputada.
Fração da legenda avalia que Olívia, bem como os demais deputados, devem permanecer na Casa, mantendo intacta sua bancada. A posição foi reforçada pela deputada Alice Portugal ao tratar da ida do deputado estadual Fabrício Falcão (PCdoB) para o Tribunal de Contas do Município.
A ida de Olívia irá salvar o mandato de um deputado do PT, já que os primeiros suplentes da federação são petista. É por isso que a ida de Olívia conta com o lobby do PT.
O PCdoB também não está disposto de abrir mão da SETRE, pasta desejada pelo próprio PT.
Fato é que após a escolha de Margareth Menezes para o ministério da Cultura, o nome de Olívia Santana ganhou força, já que ela é amiga pessoal da cantora de axé. A expectativa é que a dobradinha resulte em pomposo orçamento para o setor cultura da Bahia.



