A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) enxerga racismo na tentativa de barrar a ida de Margareth Menezes para o ministério da Cultura.
Margareth foi confirmada na última terça-feira (14).
A cantora foi fritada internamente por não ter tido experiência de gestão e trânsito política antes de assumir o cargo.
“Há uma subestimação de nome das mulheres e de nomes principalmente se forem de mulheres negras. Quando foi indicada para ser secretaria de educação houve muitos questionamentos. Enquanto vemos muitos homens brancos, com ou sem experiência, que entraram na política e que muitas vezes fazem trabalho pífio, mas ninguém discuti a priori qual sua capacidade para estar naquela posição”, pontua Santana.
“Não se pode fazer cobranças por exemplo a mulheres negras que são indicadas para ocupar esses espaços de poder, cobrando experiência, porque temos pouquíssimas. Então chega a ser uma coisa perversa você pedir experiência e não oportuniza que essas mulheres possam mostrar sua capacidade, sua inteligencia, capacidade de gestão. Quem disse que na política você tem que já ter exercido vários cargos para ocupar um ministério?”, questiona a parlamentar.
A deputada estadual, cotada para assumir o comando da secretária de Cultura do estado, celebrou a escolha de Margareth Menezes, quem classifica como amiga pessoal.
“Tenho muita confiança no trabalho de Margareth. É uma pessoa extremamente articulada. É uma cantora mas tem uma expressão nacional e internacional. Tem uma visão sobre a cultura, capacidade dialogar diversas linguagens culturais, não apenas música, teatro, cinema, dança, e com diversos estilos e linguagens. Vai saber compor uma equipe para fazer uma boa gestão, eu confio nela como confiei em Gil”, ressaltou Olívia Santana.



