O vereador Carlos Muniz (PTB), eleito vice-presidente de Geraldo Júnior (MDB) na eleição anulada pelo Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira (6), afirma que lhe causou estranheza o fato do ministro Cássio Nunes, que já havia sinalizado o envio da decisão do pedido do União Brasil para o plenário, optar por uma decisão monocrática cancelando a eleição.
Muniz foi eleito o primeiro vice-presidente e, pelo fato de Geraldo Júnior está na disputa ao governo da Bahia, na vice de Jerônimo Rodrigues (PT), ele poderia acabar se tornando presidente da Casa.
“Decisão se cumpre. Eu não tenho apego a cargo nenhum, sempre pensei no melhor para Salvador e para Câmara. Sempre pensei em uma câmara independente com decisões dos vereadores e não do Executivo. Se for para ser submisso ao Executivo esse é um papel que não dar para mim. Causa estranheza essa decisão. Primeiro ele disse que só tomaria a decisão no pleno do tribunal e agora concedeu a liminar ao UB”, declara Muniz.
O vereador ponttua que não tratou ainda do assunto com Geraldo Júnior e por isso não sabe se haverá o cumprimento da decisão do ministro do STF antes do 2° turno da eleição para governador.
Nos bastidores do poder se questiona o momento da decisão, dias após o candidato a governador, ACM Neto (UB), voltar de Brasília.
Acerca das especulações, o vereador do PTB disse em tom de ironia: “ele tem que demonstrar moral em algum local,



