Exclusivo: Otto Alencar diz que pedido de CPI contra Petrobras é coisa inédita: “ou Jair não sabe escolher ou os escolhidos não corresponderam sua confiança”

Otto Alencar

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O senador Otto Alencar (PSD) aponta que o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, por parte do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), para apurar os constantes aumentos da Petrobrás é algo inédito na história do Brasil, por se tratar de um pedido de investigação que em tese é contra si próprio.

“A CPI que o próprio Presidente estimula fazer, contra a Petrobras através da Câmara, é uma coisa inédita na história política do Brasil; ou seja, o governo pedindo CPI contra o próprio governo, já que na Petrobras o presidente foi indicado pelo presidente Jair bolsonaro e dos 11 conselheiros, seis foram indicados pelo presidente Jair bolsonaro. Quando tem aumento de combustível, o Conselho vota e todos os seis que Jair bolsonaro indicou votaram a favor do aumento”, apontou Alencar.

Para o parlamentar do PSD, uma CPI não é resolve o problema, que segundo ele é causado por dois fatores: a paridade internacional de preço, vinculando o barril ao dólar, e a ausência de refino no país.

“O fato não está aí [na CPI], o âmago do problema é o preço de paridade internacional que estipularam para os combustíveis, quando o governo deveria encontrar uma outra saída. Entre essas saídas está o projeto que aprovamos no Senado e que está na Câmara, que cria um fundo equalizador dos preços dos combustíveis no mercado interno, já que parte dos combustíveis, sobretudo o diesel e da gasolina, que são importados, muito embora a gente tenha condição de produzir, nós somos autossuficientes na produção do óleo cru, mas não temos refinaria e por isso importamos muito combustível de fora”, explicou o senador da República.

Otto Alencar critica o fato de que apesar das constantes trocas de presidente, quatro desde o início da gestão, três em menos de um ano, o problema não tem sido resolvido, o que expõe incompetência de Bolsonaro ou falta de compromisso dos indicados com ele: “Já é o quinto presidente da Petrobrás, quarto que é substituído. Ou o Jair não sabe escolher o presidente da Petrobrás ou então os que ele escolheu e colocou lá não atenderam ou não corresponderam a sua confiança, esta que é uma grande realidade lamentável do momento que está vivendo”.

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