O governador da Bahia, Rui Costa (PT), mirou dois dos seus ex-aliados, o deputado federal Marcelo Nilo (Republicanos) e o vice-governador João Leão (PP), em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta segunda-feira (13).
Nilo e Leão deixaram aliança com o PT para apoiar o pré-candidato ACM Neto (UB). João Leão chegou a ser indicado para o Senado, mas desistiu e colocou o filho, o deputado federal Cacá Leão (PP), no lugar. Já deputado federal do Republicanos vive a expectativa de ser escolhido como vice governador da chapa.
O chefe do executivo estadual provocou o seu vice ao manifestar seu desejo para que Jerônimo Rodrigues, nome apresentado à sucessão, seja eleito: “vou trabalhar muito para que Jeronimo seja eleito, que é uma pessoa do bem e do interior da Bahia. O Lula deseja muito que o Jerônimo seja eleito, para ter um governador que não bote a faca no pescoço, que não fique chantageando, que não fique atrapalhando”.
Questionado sobre Marcelo Nilo por um ouvinte, que o classificou em uma oportunidade como “o melhor gestor do Brasil”, Costa aproveitou também para se referir a João Leão. Sem citar o nome do vice, lembrou que o mesmo frequentava sua casa e dizia ser como “dá família”.
“Minha mãe dizia para os filhos: ‘vocês vão ter muita decepção na vida; vocês vão acreditar em pessoas, vão depositar confiança em pessoas que vão trair vocês, que vão decepcionar vocês’; e às vezes vem de pessoas que você nem esperava isso. Tem pessoas que frequentavam a minha casa, de dizer: ‘vocês são é como se fosse minha segunda família’; gente que tava no governo até 30 de Março, agora aí o cabra sai e começa a falar bobagens”, criticou Rui Costa.
“Gente que só vivia lá em casa e gente que pedia para andar lá em casa: ‘eu quero ir lá jogar um buraco, um dominó, me convide para ir’; e de repente sai falando muita bobagem, mas eu sigo os conselhos minha mãe, nem olho. Deus e o povo baiano julgará essas pessoas, as atitudes dessas pessoas”, completou o governador em referência a Marcelo Nilo.
O governador terminou a entrevista fazendo um desabafo:
“Você percebe que muitas pessoas não passavam de encenação, de fingimento ao seu lado; às vezes 3, 4 8 anos; e você se pergunta… eram verdadeiros atores globais que estavam frequentando a sua vida; mas eu me concentro no no bem, em fazer o bem e cuidar das pessoas. Eu quero trabalhar muito, tem muita coisa para entregar ainda até o final do ano”, destacou Rui Costa.
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