O vereador licenciado Henrique Carballal (PDT) respondeu, em tom de ironia, as provocações do seu colega da Câmara Municipal de Salvador, Téo Senna (PSDB), que voltou a acusá-lo de ter praticado um golpe no legislativo ao lado de Carlos Muniz (PTB) para reeleger Geraldo Júnior (MDB) presidente da Casa pela 3ª vez – ato possível somente após uma mudança regimental -.
“Um golpe só é um golpe quando se parece com a realidade”, afirmou Senna ao OFF News.
Carballal voltou a pedir a renúncia de Téo Senna da Mesa Diretora da Câmara, tanto na atual legislatura como na próxima.
“Como ele pode estar membro da Mesa Diretora tanto na atual como na próxima já que há um golpe em curso, por que não renuncia? Ele faz uma carta, se quiser eu faço para ele, já que não poderá participar de uma Mesa de golpista. Como Neto renunciou à candidatura estando ‘eleito’ em 2018, ele pode renunciar agora, como no caso de ACM Neto também pode voltar a acontecer…”, provocou Carballal.
O vereador do PDT segue na resposta fazendo questionamentos:
“Será que o governo Bruno Reis é composto por idiotas? Será que todos os vereadores são panacas? Ele participou e votou no processo, na verdade eles votaram. O problema deles é que Geraldo foi indicado a vice. Se Geraldo não fosse candidato a vice não teria nenhum problema. O problema deles é a certeza de vitória de Jerônimo e Geraldo. Não estão preocupado com Geraldo, mas com Carlos Muniz. Não é comigo o problema, é com o fato de Muniz pode ser o próximo presidente”, sinalizou o pedetista.
O parlamentar também tratou da provocação de Muniz, que o definiu como uma “vereador camaleão” que “de tanto mudar de cor, vai se perder”.
“Quem botou o apelido de Camaleão foi Luzbel, pelo fato deu ser fã do Camaleão e ter criado a praça do Camaleão, mas faço um desafio ao vereador Téo Senna, para vermos quem trocou mais partido ao longo desse tempo, quem mais mudou de posição, partido e de campo; ele foi líder de João Henrique e votou contra as contas do cara e quer agora vir falar de mudança em tom pejorativo, ele tem muito que se explicar. Ele diz que a história não perdoa, mas por vezes ela se se repete. Eu Fui líder de ACM Neto e posso, assim como ele fez, votar contra as contas do ex-prefeito”, provocou Carballal.
O vereador licenciado disse que não mudou de lado após o pleito da Câmara: “eu não mudei lado pois sempre estive ao lado Geraldo. Agora temos a oportunidade única de eleger um vereador vice-governador da Bahia. Ele teve a capacidade de construir um grupo ao qual faço parte. Eles sempre me chamarão melancia, verde por fora e vermelho dentro. Eu sempre me posicionei como um cara de esquerda, inclusive ajudei a construir políticas públicas típicas da esquerda no governo Neto”.
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