Os vereadores Carlos Muniz (PTB) e Henrique Carballal (PDT) [que encontra-se licenciado] rebateram as declarações do parlamentar do PSDB, Téo Senna, acerca da reeleição de Geraldo Júnior (MDB) para o 3º mandato, só que desta vez, dentro da mesma legislatura.
Senna acusou Carballal de ser o “único defensor do golpe na Câmara”, pois “sabia das reais intenções do presidente antes da votação”, em uma referência ao fato de Geraldo Júnior ter aceitado logo após o pleito ser o vice do candidato do PT ao governo da Bahia, rompendo aliança com ACM Neto (UB) e Bruno Reis (UB).
“Como católico eu estou sempre pedindo perdão pelos meus pecados, como peço pelos pecados de meus irmãos; como o de Téo, que é incapaz de aceitar a verdade. Ele participou do processo eleitoral e faz parte da Mesa. Já que ele discorda, por que que ele não renunciou? Ele fez parte de um golpe? Isso é uma demonstração de que ele está mentindo ao enganado. Não houve nenhum golpe, ninguém foi induzido a erro, as pessoas votaram e foram eleitas; ou seja, apenas porque foi demonstrado que a coalisão em torno da candidatura de Geraldo e Jerônimo será vitoriosa, fez com que a dor de cotovelo pudesse criar toda essa confusão. Uma tentativa de paralisar a Câmara, de busca de palco no judiciário”, criticou Carballal, que cobrou renúncia de Teo Senna por coerência.
O União Brasil entrou com um arguição no Supremo Tribunal Federal questionando os caminhos da reelição de Geraldo Júnior.
Outro parlamentar aliado do presidente da Casa que saiu em defesa da sua reeleição para o comando do Paço Municipal foi Carlos Muniz (PTB), que poderá ser o próximo presidente da Casa caso Geraldo Júnior seja eleito, por ser o primeiro vice-presidente da Casa.
“Golpe é um crime. Eu faço uma pergunta: esse vereador, que participou do processo, ele não cometeu crime? Não é criminoso? Ao dizer que foi golpe, ele está cometendo crime, pois ele participou do golpe. Ele tem que procurar um médico para ver se está com suas faculdades mentais normais, porque não é possível… O que existe e o que queremos é que Salvador não pare. Queremos uma cidade melhor, com mais saúde, educação, várias coisas que não estão boas hoje”, criticou Muniz.
“As Pessoas falam muito de Lauro de Freitas, mas a enchente que teve na última semana alagou São Cristóvão e isso é vergonhoso, a cidade Salvador deveria ter uma infraestrutura de 1º mundo. Temos 200 mil ultrassons sem fazer em Salvador, são pessoas esperando por um simples exame de imagem. Temos várias coisas para se preocupar e alguns vereadores se preocupando com política e esquecendo das necessidades. Quero discutir a saúde, educação, não quero discutir política; estão querendo discutir política e se esquecendo do povo. Não estou preocupado com Bruno, Rui, ou com nenhum candidato, minha preocupação é com o povo Salvador, que está sofrendo”, ressaltou Carlos Muniz.
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