A deputada federal Lídice da Mata (PSB), cotada para ser vice de Jerônimo Rodrigues (PT) na disputa ao governo da Bahia, caso se confirme o desembarque do PP, que pode ocorrer já nesta segunda-feira (14), como mostrou o OFF News, negou na em entrevista à imprensa, nesta segunda-feira (14), que o assunto esteja sendo tratado.
“A imprensa esses dias está elétrica, especulando tudo que pode. Não tenho como responder especulação da imprensa… já saiu que eu ia mudar de partido, que sou vice e que sou governadora, até isso saiu, que eu estava me lançando… Então não tenho como nem tratar do assunto, esse assunto nunca foi tratado por nós e nem pela chapa. O PSB tem uma tarefa hercúlea que é de não participar da federação e nesta dimensão construir uma chapa”, revelou Lídice da Mata.
A parlamentar pontua que o partido se colocou em uma realidade adversa ao decidir não entrar em uma federação com o PT.
A decisão foi motivada principalmente pela inflexão do PT com relação a apoiar candidatos do PSB em muitas capitais, a exemplo de São Paulo.
“Trabalhamos no sentido criar federação, dar novas regras, tivemos debate interno no sentido da federação, o próprio projeto é de um ex-senador, e no final o PSB concluir que não vai participar. Isso mudou muito a organização do partido no Brasil inteiro, estamos realmente em uma reviravolta, então nossa prioridade neste 15 dias é tratar de construir uma chapa proporcional para garantir a reeleição e ampliação das nossas bancadas e stamos dedicados a isso, quase não dormindo de tanto trabalhar mais criando condições de fazer essa chapa. 100% do tempo fora do parlamento é nisso”, ressaltou Lídice.
Desembarque
A deputada federal do PSB lamentou que o PP esteja se preparando para desembarcar. Ele pontuou que apesar do partido ter motivos para estar chateado, em referência ao ato de Wagner de comunicar o fim do acordo que colocaria João Leão em um mandato tampão em uma rádio, a legenda do Centrão conta com mais motivos para manter-se unido ao grupo.
“Desejamos que o PP fique. Gosto muito João Leão, temos uma convivência de muitos anos, de Cacá, Jabes e outros companheiros que estão no PP. Lamento muito se o PP tomar essa decisão, porque nós criamos aqui na Bahia neste 16 anos aqui na Bahia uma relação muito singular em relação às experiências outras no Brasil inteiro, uma frente ampla. O PP cresceu e também ajudou o governo a crescer, então é uma relação de mão e contramão que fortalece laços da construção de um governo. Acho que o PP tem alguma razão para, agora, se chatear etc, mas as razões que tivemos para anos unir e resultado deste trabalho são muito maiores do que essas diferenças agora, assim eu penso”.
Leia também:



