Exclusivo: Com desembarque acordado, PP fará reuniões com parlamentares federais e estaduais para comunicar termos do acordo com ACM Neto e saber quem vai acompanhar o partido

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Como havia antecipado o OFF News na semana passada, uma reunião do vice-governador da Bahia, João Leão, com parlamentares federais do Partido Progressistas, no último domingo (13), sacramentou o desembarque da sigla.

Nesta segunda-feira (14) o partido irá realizar duas reuniões, uma com a bancada federal e outra com os deputados estaduais para comunicar os termos do acordo e saber quais os parlamentares devem desembarcar dos governos petistas para embarcar na aliança com ACM Neto.

O principal motivo para saída foi mesmo o fim do acordo, que foi comunicado segundo uma fonte pepista “dá pior forma possível”.

Havia três premissas que seriam capazes de manter o PP, apesar do mal estar gerado pela entrevista de Jaques Wagner (PT) a uma rádio na semana passada, onde comunicou o fim do acordo para que o João Leão se tornasse o titular do cargo após a janela:

1º João Leão deveria assumir um mandato tampão a partir de abril.

2º Com Leão no comando, o partido seria fortalecido e teria uma nominata para reeleger tantos os parlamentares federais como estaduais.

3º a garantia da indicação do vice-governador

A fonte ouvida em sigilo pelo OFF News nega que houve pedidos para ocupar postos que são do PSD, a exemplo da Seinfra: “Jamais houve pedido algum de ampliação de espaço”.

Após o comunicado de Wagner, o Rui Costa sinalizou apenas com a possibilidade do PP indicar a vice, caso decidisse manter-se na aliança.

Apesar da magoa gerada pela modo escolhido para comunicar o fim do acordo, de forma pública, pepistas não culpam Rui Costa. A única queixa com relação ao gestor é o fato dele ter feito um movimento tardio para estar na chapa, não tendo forças para manter os seus planos: “não culpamos Rui. Achamos apenas que ele demorou demais para fazer o movimento para sair candidato”.

Para os pepistas há duas teses que explicam os movimentos para que a sigla desembarcasse da aliança:

1º A pressão exercida por Otto Alencar (PP) para continuar como candidato ao Senado Federal.

2º O movimento de parlamentares petistas, com base no fato do PP ser aliado de 1º hora do governo Bolsonaro em Brasília, para construção de uma chapa de centro-esquerda, já que o PSD e principalmente Otto Alencar, é crítico de Jair Bolsonaro.

Para construção da aliança com ACM Neto o partido ganhará além da indicação ao Senado Federal uma garantia de nominata. A também a possibilidade do PP ficar com a 1º suplência que, como mostrou o OFF News, foi oferecida para o PDT aceitar ficar fora da chapa ou o indicado ser o ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo.

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