A entrevista do senador Jaques Wagner (PT) à Rádio Metrópole, na última segunda-feira (7), que inflamou os ânimos do membros do Partido Progressita, ao comunicar que Rui Costa (PT) não sairá do governo e que o PT indicará um novo nome, fez reacender na sigla de Lula o seu nome. A avaliação interna é de que já que o maior entrave para sua candidatura, que seria o desejo do governador de concorrer em 2022, foi superado com o ato que está sendo assimilado por muitos como um freio de arrumação no caos que estava instalado, não restam mais empecilhos para retomar ao posto de pré-candidato.
Uma das principais vozes em defesa da candidatura do senador do PT, o deputado federal Jorge Solla (PT), que já havia jogado a toalha na semana passada após perceber que o caminho da chapa Otto-Rui já estava pavimentado, hoje volta a sonhar com o retorno da candidatura de Jaques Wagner.
Ele pontua que na plenária do PT, que foi realizada para avaliar os cenários com os nomes apresentados por Wagner, que são os dos secretários de Rui Costa, Caetano (Serin) e Jerônimo Rodrigues (Educação), e da prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, o nome do próprio senador do PT foi o mais lembrado para vaga.
“Ontem fizemos uma plenária de mobilização e na minha leitura ficou evidente que o desejo todos é de que Jaques Wagner volte a ser o candidato ao governador. Estou vindo de um ato em defesa do piso da enfermagem, em Brasília, encontrei com outros deputados federais, de vários partidos base governo, e esse era o desejo de todos. Tenho insistido que não podemos perder o melhor nome, abrir mão da estratégia vitoriosa. E agora, mais do que nunca, na medida que o governador confirmou que vai ficar até o final, o nome de Wagner não só aparece como o nome de toda militância do PT, mas como o nome que unifica base do governo e amplia. Nós não estaremos não só mantendo todos os partidos, como trazendo outros apoios que com certeza virão nome dele”, ressaltou Solla.
Wagner deixou claro na entrevista à Metrópole que decidiu retirar sua candidatura para ter mais tempo para se dedicar às articulações para eleger o ex-presidente Lula.
Solla defende que ao resgatar candidatura, o senador do PT terá a oportunidade de dar o maior apoio que poderia entregar ao ex-presidente.
“Neste cenário, a maior contribuição que Wagner dará para vitória de Lula será a de ampliar sua frente aqui na Bahia. Temos um governo do estado com capacidade de gestão e com a capacidade política que teremos com Wagner à frente da chapa, isso terá um peso enorme. Eu acho que Lula, é claro que tem um peso enorme a definição do cenário nacional, com reflexos na Bahia, mas sem sombra dúvida com Wagner, esse apoio aqui será ampliado. Toda liderança com quem temos dialogado comungam deste mesmo objetivo. Acho que o momento ainda é de diálogo, não dá para Wagner pendurar a chuteira antes do jogo acabar. Ontem Rui Costa fez ato no Parque de Exposições, eu diria que perto de uns 200 prefeitos estavam presentes, vice-prefeitos, secretários, e todo mundo que encontrei tinha uma só conversa: “Wagner governador, precisamos que Wagner seja governador”; Foi uma voz uníssona, todo mundo, dos mais diversos partidos e das mais diversas regiões do estado”, destacou Solla.
Solla terminou a conversa com o OFF News lembrando que a Bahia é o quarto colégio eleitoral do Brasil e que uma derrota do grupo aqui, a depender de como ela aconteça, tende a afetar os planos de Lula. E para isso não acontecer, ele coloca como imprescindível que Wagner seja o candidato ao governo: ” Olha, sexta-feira eu dormi com o Otto candidato ao governo, achava que o jogo já estava vencido. Mas aí na segunda Wagner mostrou que o jogo é jogado, tudo mudou e nós temos tempo para conversar, dialogar… Desistir agora? Eu não tenho dúvida, reafirmo, com Wagner não só mantém todos os partidos como amplia, agregaria outros. A maior ajuda que Wagner pode dar a Lula é dar uma frente histórica para ele na Bahia, ganharmos as eleição e a partir daí, ele como governador, trabalhar em articulação em conjunto com os gestores de outros estados do Nordeste, que serão eleitos com a força de Lula, neste trabalho de reconstrução do Brasil”.
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