Jaques Wagner explica os motivos para desistir da disputa ao governo e cita pesquisas que indicavam vitória com o dobro de pontos que ACM Neto: “49% a 26%”

Jaques Wagner

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O senador Jaques Wagner (PT) admitiu, em entrevista à Metrópole, nesta segunda-feira (7), que o fato de já ser senador da República e de poder atuar na articulação da campanha do ex-presidente Lula pesou para não levar adiante sua campanha ao governo da Bahia, mesmo, segundo ele, tendo acesso a pesquisas que indicavam sua vitória com quase o dobro de pontos que ACM Neto.

“Comuniquei a Rui que não manteria [a candidatura], por ter que montar estratégia do Lula, é óbvio que ia ter choro: “Galego não me deixe, com você é mais fácil”. Tinha pesquisa que com Lula dava 49% a 26%, quando colocava com Lula; no mano a mano ele ficava na minha frente, 41% para ele e 29% ou 28% para mim. Porquê? Ele [ACM Neto] tem mais exposição do que eu. Ele continua com o problema grande que ele não tem candidato a presidente, e essa campanha é colada presidente e governador. Sei que tem um momento de frustração, porque as pessoas gostariam que eu fosse candidato ao governo, quero pedir desculpa a toda militância petista e de todos os partidos que torcem para que eu seja, na verdade é que não estou desistindo, mas indo para outra missão. Assim como não desistir quando a presidente [Dilma] pediu para eu ficar no ministério em 2016, disse que ia sair para cumprir outra missão. Não estou entrando nesta missão porque tenho quatro anos de mandato e enxergo uma missão imensa de ajudar Lula e, se Deus quiser e Lula voltar, vai receber um governo pior do que assumiu”, pontuou Wagner.

O petistas mostrou-se confiante na vitória do grupo, atribuindo ao ex-presidente Lula o fator determinante para eleição.

“Qualquer nome que você botar apoiado por Lula sai de 30%, eu estou falando de chute, é pesquisa. Pode botar Caetano, Moema, Otto, qualquer um desse, um vai dar 31%, outro 29%, mas todo mundo sai por base de 30%. A que fiz, ficava o ex-prefeito sem apoio, 37%, 38%. Nós vamos ganhar a eleição com absoluta certeza. Eu conheço um pouquinho disso, respeito o adversário, mas não vejo um grupo político ali, ele vive do nome do avô, cada cidade tem nome do avô, cada rua tem nome. Ele tem o recall da prefeitura agora, ele deu sorte, porque sucedeu um prefeito que foi muito mal, não que não tenha feito nada”, pontuou Wagner. Só olhar para um grupo e outro para ver a diferença. Todo mundo mais cresceu, todo mundo tem mais prefeito, mais dpeutado, eu e Rui também, não acreditamos em grupo sem distribuir poder. O grupo vive pois vai ter oportunidade para todo mundo, viramos quase uma família, temos convicção da nossa luta e sei o peso da candidatura de Lula, foi eleito no peso dele”, ressaltou Jaques Wagner.

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