Senado diz que PL que regulamenta emissão sonora de templos religiosos não prevê prisão por pregar em horas impróprias: “alvo de fake news”

Senador propõe teto de R$ 16,2 bilhões para emendas de relator em 2022; acompanhe

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O PL 5.100/2019 voltou a ser alvo de fake news no WhatsApp nos últimos dias. Nas mensagens compartilhadas nos grupos, a informação é de que o Senado “começou a debater a iniciativa da lei de proteção doméstica” e que a proposta “contempla – Prisão religiosa por pregar em horas impróprias”.

Não é verdade que o Senado começou a analisar a matéria agora. O Senado Verifica, serviço de verificação de notícias falsas relacionadas ao Senado, já falou sobre isso em 2020 (https://bit.ly/38cmbfs).

O projeto foi iniciado na Câmara dos Deputados e foi aprovado lá em julho de 2019. Chegou ao Senado em setembro de 2019 para ser revisado como prevê o processo legislativo. Encaminhado para a Comissão de Meio Ambiente, ainda está aguardando a apresentação de parecer do relator.

O texto compartilhado no WhatsApp também está errado com relação à abrangência da proposta. O PL 5.100/2019 estabelece limites para emissão sonora durante atividades em templos religiosos, de qualquer religião, a serem observados durante o dia e a noite, em zonas industriais, comerciais e residenciais. Além de regulamentar o nível de barulho permitido, esclarece as competências de estados e municípios para a elaboração e aplicação de normas. O texto inclui sanções que já estão em vigor na Política Nacional do Meio Ambiente (Lei nº 6.938/1981), entre elas multa e suspensão de atividade. Mas essas sanções somente serão aplicadas em caso de reincidência e após o prazo de 90 a 180 dias para que sejam tomadas as providências determinadas pela autoridade ambiental para a adequação sonora.

Não existe hipótese de prisão no texto, nem de impedir a pregação nas ruas e em casas, o que seria uma medida contrária à Constituição.

Você pode acompanhar o andamento do PL 5.100/2019 e até opinar sobre ele no site do Senado (https://bit.ly/3MgXj9A).

Tome cuidado ao passar adiante uma mensagem. Ela pode conter informações enganosas.

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