O governador da Bahia, Rui Costa (PT), negou que tenha feito pressão para o seu padrinho político, Jaques Wagner (PT), desistir da candidatura ao governo da Bahia.
A fala do governador destoa das dezenas de informações passadas por petistas de forma pública e anônima.
Segundo o gestor, sua candidatura ao Senado da República não é condição para a unidade do grupo que hoje governa a Bahia:
“Minha candidatura eventualmente a senador não é condição para o grupo; nunca foi e nunca será. Meu nome está disponível na medida em que uma análise coletiva, que passa por minha análise também, entender que essa candidatura ajuda o grupo ou não”, disse o governador durante a inauguração da Maternidade Frei Justo Venture, em Seabra.
Questionado sobre Wagner, o petista disse que o seu colega de partido tem todo o direito de ter escolhas pessoais e de não querer repetir mais o mandato de governador: “é completamente diferente de alguém que nunca foi [governador] e anunciou, olhou a pesquisa e desistiu olhando as pesquisas. Nós respeitamos a posição do ex-governador; e, a partir do anúncio dele, que era o nome natural, nós estamos construindo um consenso de todo grupo político para anunciar a chapa”.
O governador classificou como especulações as notícias de que ele foi até Lula propor projeto estranho ao PT e sem levar em conta a eventual candidatura do senador Jaques Wagner ao governo da Bahia: “vocês acompanham e gravam entrevistas há mais de um ano. Há mais de um ano repito a mesma coisa que sou uma pessoa que me submeto a um projeto coletivo. Você não ganha se for apenas um projeto pessoal. Isso eu tenho absolutamente na minha consciência e nas minhas atitudes. Cada especulação que sai em cada blog, que sai em cada site…”, ironizou Rui Costa.



