Presidente nacional do PP, o deputado federal Cláudio Cajado (PP) confessou que no cálculo político do Partido Progressistas para as eleições de 2022 está o cenário em que vice-governador e presidente estadual da sigla, João Leão, assuma o governo por nove meses, para um mandato tampão, após o atual ocupante do cargo, Rui Costa (PT), deixar o comando da sigla para disputar ao Senado Federal.
Cajado avalia que o governo tampão servirá dar um upgrade na base legislativa do PP, tanto na esfera estadual como na esfera federal.
O problema é que o PT não está nem um pouco disposto a abrir mão da cabeça de chapa e já busca internamente um nome de consenso para substituir o senador Jaques Wagner (PT).
Ao comunicar que não será candidato, Wagner prometeu trabalhar em prol do nome que o partido indicar, caso opte por manter sua indicação na cabeça de chapa, o que atua por inviabilizar que Rui Costa deixei o governo para sair ao Senado Federal, ao menos que o PP ou PSD estejam dispostos a abrir mão de seu espaço na chapa.
Ala ligada ao governador da Bahia se mobiliza para defender a tese de que o PT não deve indicar a cabeça de chapa, após Wagner desistir de concorrer.
Nesta terça-feira (1), o então articulador da candidatura de Jaques Wagner (PT), o ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, emitiu nota afirmando que “não acredita” que “a prioridade seja a escolha de um nome do PT” para cabeça de chapa.
Questionado se há um plano B no partido, levando em conta um cenário onde João Leão continue na vice, Cláudio Cajado respondeu:
“Essa é uma situação em que nós não ficaremos digamos assim, em condições muito satisfeitas. Queremos de fato que Leão possa concluir o mandato como governador. Até porque ele não estaria na chapa, a não ser candidato que seja candidato a governador ou senador. A partir momento em que Rui Costa permanece no cargo, eu me questiono qual seria a posição Leão… ele não pode ser candidato a vice, aí você criaria um fato, um empecilho; é como se tivesse cobrindo um santo e descobrindo outro”.
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