A vereadora do PT e ex-líder da Oposição, Marta Rodrigues, criticou o prefeito de Salvador, Bruno Reis, pela decisão de não exigir o comprovante de vacinação Covid para o retorno das aulas na rede municipal.
A parlamentar classifca como um grande equívoco que coloca todos em risco: “os profissionais da educação e principalmente as crianças em situação de vulnerabilidade social diante dos dados da Sesab”.
Conforme o boletim da secretaria divulgado neste domingo (23), Salvador atingiu 100% da ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátricos para pacientes com Covid-19. O boletim informa que em Salvador, dos 406 leitos ativos, 272 estão ocupados (67% de ocupação geral). A taxa de ocupação dos leitos de UTI adulto é de 60% e o pediátrico está em 100% (20 equipamentos).
“Permitir que o retorno aconteça sem a comprovação coloca todos em risco. Estamos diante de uma disparada de casos por causa da Ômicron e com enfermarias pediátricas e UTIS com alta taxa de ocupação. As campanhas educativas precisam ser retomadas com urgência para que a população entenda que a vacina é a arma contra a pandemia e o comprovante é a garantia da proteção de todos. Não se trata de proibir estudante de entrar na sala de aula, mas de fazer com que ele entre em segurança, para si, para seus familiares e para toda a rede de trabalhadores. Deve-se fazer busca ativa dos estudantes matriculados ainda não vacinados e incentivar, orientar e conduzir para a vacinação aqueles que chegarem às unidades escolares sem o comprovante”, sugeriu Marta Rodrigues..
A vereadora do PT fez coro as notas públicas do Sinpro-BA e da APLB, que, além de se posicionarem contra a não exigência do comprovante, pedem à prefeitura informações sobre quais os protocolos de segurança para o retorno das aulas, como materiais de proteção, distanciamento e estrutura adequada para higienização. “È urgente que se defina essas estratégias de vacinação completa, que os educadores saibam como agir quando uma criança apresentar sintomas, realizar campanhas e, principalmente, facilitar a imunização dessas crianças e adolescentes, ao invés de dificultar”, disse.
Ofício
Por meio de um ofício enviado ao executivo municipal, Marta pediu explicações baseadas na Lei de Proteção de Dados a respeito da cobrança pelos postos de saúde de cópias de documentos de crianças e dos responsáveis no momento da vacina.
“O pedido de cópias de documentos de crianças e responsáveis é um fator que pode dificultar o processo e criar resistência exatamente no período de retorno às aulas presenciais. Isto não está ocorrendo em outras capitais e não sabemos o porquê disso em Salvador. O ofício busca esclarecimentos sobre”, acrescentou.
A APLB emitiu nota solicitando que “a prefeitura reveja o posicionamento e considere cobrar o cartão de vacina de todos os trabalhadores da rede e também dos alunos, tendo em vista que Salvador teve aumento relevante no número de casos de Covid-19 e, inclusive, a taxa de ocupação dos leitos de enfermaria para crianças está em 90%”.
Segundo a APLB, “é necessário também que a prefeitura se apresse em definir e verificar os protocolos de biossegurança para o retorno às aulas presenciais, no que diz respeito ao distanciamento, materiais de proteção, estrutura das escolas. É preciso estabelecer procedimentos seguros e eficazes para eventuais casos de contaminação no dia a dia escolar”.


