Líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador, a vereadora Marta Rodrigues (PT) disse, nesta quarta-feira (22), que o fechamento de 37 unidades de Ensino para Jovens e Adultos (EJA) é um grave retrocesso e demonstra, mais uma vez, as similaridades entre a gestão de Bruno Reis e do presidente Jair Bolsonaro, principalmente “no que tange aos desmontes na educação pública”.
O OFF News procurou a gestão Bruno Reis na última terça-feira (21) para saber os motivos técnicos para o fechamento de locais de ensino para alfabetização de jovens e adultos, mas até o momento não obteve um retorno.
Chama atenção o fato da decisão educacional da gestão Bruno Reis (DEM) ocorrer em um momento onde o Ministério da Educação busca integrar à EJA ao ensino técnico profissionalizante, permitindo assim que os milhões de brasileiros analfabetos ou semianalfabetos tenham acesso à educação e a um curso profissionalizante, sendo inserido no mercado de trabalho após ser formado e capacitado para o exercício de uma profissão.
Segundo a petista, a Educação de Jovens e Adultos é um direito e sua concretização é fruto da construção de uma política pública demandada pelos movimentos sociais junto ao PT, que demonstrou ao longo dos anos ter sido exitosa, mas que vem sendo eliminada desde o governo Bolsonaro.
“Fruto de uma política nacional de educação nos governos do PT, quando houve inserção recorde de crianças, jovens e adultos em todos os níveis de ensino e os investimentos na área atingiram patamares nunca antes vistos. Agora, é só ladeira abaixo no governo federal e Salvador acompanha faz o mesmo em sua gestão”, critica Marta Rodrigues.
Marta ressalta a importância de investir nesse setor para melhorar os índices de analfabetismos. “Para levar a população que não conseguiu concluir o ensino básico para a escola, é preciso investir também na permanência. Essa é uma das políticas ameaçadas e a prefeitura vai na mesma mão”, declara.
Ainda conforme Marta, outro exemplo de retrocessos na educação por parte da prefeitura é o Projeto Pé na Escola. Ela acrescenta que o aumento de pessoas migrando da rede privada para a escola pública já era esperado devido a crise financeira, e demonstra a urgência de se investir na rede pública e em fortalecer o sistema educacional.
“Mas a prefeitura vai no sentido contrário. O secretário de educação reclama do fato de terem mais crianças matriculadas na rede municipal de ensino, aumenta número de vagas Pé na Escola, que nada mais é que um voucher para instituições privadas, enquanto deveria aumentar o número de ofertas nas escolas públicas, repensar a escola pública e não ficar gastando dinheiro para dar a iniciativa privada, enquanto se desmonta o ensino municipal”, disse.
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