“Será que se não houve risco iminente do PT perder o poder no estado haveria reajuste para servidores?”, questiona deputado

Carlos Geílson

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O deputado Carlos Geílson (PSDB) questionou as intenções do governador Rui Costa ao enviar para Casa um projeto de lei que reajusta os salários de todos os servidores do estado para ser aplicado no início de um ano eleitoral.

O líder do governo tenta aprovar o projeto enviado na sexta-feira (17) nesta segunda (20).

O último reajuste concedido pelo governador foi há oito anos. Ele reclama que pelo tempo e o valor sugerido pelo parlamentar, não vai cobrir a defasagem.

O virtual candidato ao governo em 2022, ACM Neto (DEM) também reclamou das intenções do governador: “Agora, o eleitor sabe, o cidadão sabe distinguir com toda tranquilidade, sabe separar o joio do trigo, sabe compreender quem é que trabalha ao longo de todo o seu mandato e quem só trabalha e só faz alguma coisa quando a eleição se aproxima”.

“O que não faz o risco de perder eleição, de enfrentar uma candidatura forte, robusta. Que é do ex-prefeito ACM Neto. O governo concedeu último reajuste em 2015, um pouco mais de 6% e com pagamento escalonado. E agora, concluindo 2021, o governo, certo de sua inércia, reconhece que por conta da perda salarial, os servidores tenha que ser contemplado. A defasagem é enorme”, reclamou Geilson.  

O parlamentar do PSDB seguiu questionado os possíveis objetivos eleitoreiros da ação administrativa.

“Se não houvesse uma candidatura colocar em risco grupo que domina Bahia, será que haveria reajuste ano que vem? Ao olhar no retrovisor eu não tenho dúvida de que não haveria. Esse reajuste em nada contempla, nada repõe a perda salarial de seis anos. Imaginou o trabalhador seis anos sem reajuste? E agora, no apagar das luzes, o governador Rui Costa descobriu, sentiu realmente que servidor merece algum reajuste para o ano que vem. Será que se não houve risco iminente do PT perder o poder do estado haveria reajuste?”, questiona Carlos Geilson. 

Diz o governo sobre reajuste:

A proposta é de reajuste linear de 4% para todo o funcionalismo público, incluindo servidores ativos, aposentados e pensionistas do Poder Executivo estadual, além de reestruturações (com incrementos reais aos vencimentos/soldos) para servidores da Educação, Saúde, Segurança Pública e do grupo técnico administrativo. Trata-se de um grande esforço de caixa para o Governo baiano que, ao contrário da maioria dos outros estados do país, mesmo diante do atual cenário econômico, vem garantindo os avanços das diversas carreiras (promoções e progressões) e efetuando os pagamentos dos salários rigorosamente em dia, dentro do mês”, diz o governo da Bahia.

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