A deputada federal Alice Portugal (PCdoB) utilizou uma rede social para tratar dos momentos finais da PEC 32, que promove alteração nos quadros do estado brasileiro e uma das promessas de campanha de Jair Bolsonaro que não saiu do papel, segundo o deputado federal Arthur Maia (DEM), relator do texto, por falta de apoio do próprio presidente da República.
“Estamos chegando ao final do ano legislativo e o governo não conseguiu votar a PEC 32, faltam apenas 5 dias para terminarmos os trabalhos e eles não conseguiram votos. Nós derrotamos a PEC 32 porque ela é um texto que dissolve o estado brasileiro. Vamos continuar mobilizados até o último dia, quando enterraremos de vez essa PEC que infelicita o serviço público e a sociedade brasileira, privatizando o SUS, a educação e todos os serviços públicos, não vamos permitir”, destacou Portugal.
Na última semana, em entrevista ao OFF News, Arthur Maia apontou que no governo Jair Bolsonaro só Paulo Guedes está interessado na aprovação da reforma, o que não é capaz de viabilizar um projeto dessa magnitude, que deve mexer com os servidores do executivo, legislativo, tribunal de contas e até do judiciário.
“A Reforma Administrativa é um projeto que só andará se houver o interesse do Poder Executivo. O executivo encaminhou e a câmara cumpriu a parte que lhe cabe: instituiu a comissão especial e votou o parecer que foi aprovado. Fizemos um texto equilibrado e daqui para frente, para que ela seja aprovada no plenário da Câmara e do Senado é preciso que haja uma participação efetiva do Poder Executivo, uma articulação… eu não sinto isso, infelizmente, a exceção do ministro Paulo Guedes, que realmente tem demonstrado interesse grande da aprovação da reforma, o Palácio do Planalto infelizmente não tem se movimentado”, lamentou Maia.
Segundo Maia, não ocorreu um esforço do governo para aprovação do texto, o que segundo ele é crucial para casos de reformas que promovem alterações em estruturas: “Como é uma reforma, e toda reforma que se predispõe a mexer em estruturas que são estruturantes encontra resistência, seja ela qual for, então, na medida que vai se aproximando da eleição, temas como esses são mais difíceis de tramitar na Câmara. Eu realmente hoje diria que vejo pouca chance da Reforma Administrativa caminhar durante o atual governo”.
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