O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga afirmou nesta terça-feira (7) que o passaporte da vacina contra a Covid não deve ser um “salvo conduto” para que outras medidas sanitárias sejam deixadas de lado.
Na última segunda-feira (7), o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, deu prazo de 48 horas para o governo se manifestar sobre novas restrições sanitárias para pessoas que ingressarem no país, como forma de impedir que a nova cepa da Covid, a Ômicron, se expanda por todo território nacional.
“Não é questão de exigência, é questão de enfrentamento eficiente à pandemia e aumento da oferta de vacinas. Eu cito um exemplo, eu tomei as duas doses da vacina, tomei graças a Sistema Único de Saúde a terceira dose, fui para Nova York, testei positivo, fiquei em quarentena e hoje estou aqui. Então, a vacina não é o salvo conduto para que as pessoas andem por aí sem os outros cuidados“, advertiu Queiroga, em evento em São Paulo.
A Anvisa vem defendendo, nas últimas semanas, que o Brasil exija comprovante de vacinação ou quarentena obrigatória para os passageiros que cheguem ao país.
O presidente Jair Bolsonaro é contra ideia, e nesta terça-feira disse que não irá fechar o espaço aéreo brasileiro por causa de uma nova cepa da Covid.
Queiroga ressaltou que o governo federal tem autonomia para decidir acerca da obrigatoriedade do passaporte da vacinação, apesar da recomendação da Anvisa.
“A estratégia de testagem é muito importante e esse pensamento cabe ao governo federal fazer. E porque cabe ao governo federal? Porque é assim que determina a legislação brasileira. A Anvisa é um órgão regulatório, ela pode ter um posicionamento, o Ministério da Saúde, o Ministério das Relação Exteriores e o Ministério da Infraestrutura ter outro”, destacou Marcelo Queiroga.



