Após celeuma envolvendo a nomenclatura LGBTQIA+, o Plano de Cultura de Salvador deverá ser votado na próxima semana, é o que confirmou ao OFF News o relator da proposta, o vereador Silvio Humberto (PSB).
Segundo Sílvio, na reunião do Colegiada de líderes, na última segunda-feira (7), foi reafirmado o que já havia sido acordado antes da revolta da bancada da fé, ocorrida na última quarta-feira (1).
“Vamos ter um esforço concentrado para votação de projetos e eu acho que segunda-feira ou na quarta-feira o projeto deverá ser votado, acho que já na segunda, dia 13, junto com outros projetos, a exemplo do Plano da Infância e Juventude. Já tínhamos o entendimento de que, ao eu apresentar meu relatório, haverá emendas. A ideia submeter o relatório, que é em consonância, e ser houver emendas, os vereadores apresentar no plenário. Há um proposta de emenda construída em uma reunião anterior, junto com a Fundação Gregório de Matos, que é ao invés de colocar LGBTQIA+, colocar grupos sociais vulnerável, e aí coloca cultura de grupo vulneráveis e aí colocar os LGBTQIA+. Isso está se desenhando, é isso que vai acontecer caso os acordos sejam mantidos. O que foi colocado é que semana que vem o projeto vá para votação, mesmo com possíveis votos contrários, ele poderá ser aprovado por precisar de uma maioria simples, não deve ter dificuldades. Lembrando que projeto é do governo, não é da oposição, sou apenas o relator. Acredito que o governo não vai agir para derrotar o próprio governo”, destacou Sílvio Humberto.
O vereador do PSB avalia que o apoio da apresentadora Xuxa Meneghel, que comentou contra intolerância em uma postagem sobre o tema, contribui para visibilidade do tema. Ele acredita que a repercussão nacional do fato ocorre justamente pelo momento que estamos vivendo, que classifica como um período de obscurantismo: “Na verdade, a repercussão que o fato ganhou, foi porque diria que estamos em um momento, vivendo tempos muito obscuros, onde as pessoas que tem sensibilidade, entendem o que é o tema, que existe uma cultura LGBTQIA+, e que os membros dessa cultura precisam ser respeitados. É uma discussão da dignidade humana, as pessoas que defendem igualdade para valer, se colocam favoráveis”.
Para Humberto, o fundamentalismo, seja ele qual for, inviabiliza a construção de pontes, essenciais à política.
“Os fundamentalismo, entre eles o religioso, mas não só, quando entram, o diálogo desaparece e, quando desaparece, acaba com a política, que é feita de diálogos. Não podemos deixar, principalmente nesse momento, de construir pontes, respeitar o direito das pessoas de existirem e de serem o que quiserem. Isso cria ter empatia pelo outro. Essa repercussão, eu sempre digo, o plano e o que envolve, a comunidade LGBTQIA+, a prefeitura de Salvador já tem ações específicas na Lei Orgânica, votaram o Estatuto da Igualdade, está na lei orçamentaria, tem um centro LGBTQIA+, a prefeitura se vale desses condicionantes e ajudam a atrair financiamentos. A política de reparação, defesa de crianças e adolescentes, tudo isso contribui para, como elemento positivo, ajuda conseguir os financiados principalmente internacionais”.



