Eleitor de Ciro, Lula e Bolsonaro, ACM Neto quer um candidato para chamar de seu

ACM Neto e Rodrigo Maia

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Dois dias após revelar em uma live que votou em Ciro Gomes no 1º turno das eleições de 2002, o ex-prefeito de Salvador e virtual candidato ao governo da Bahia em 2022, ACM Neto, revelou, durante coletiva em seu escritório político, que no 2º turno optou por Luís Inácio Lula da Silva (PT) ao invés do sucessor de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o médico José Serra (PSDB).

Em 2018, foi a vez de Netinho fazer campanha para Jair Bolsonaro (PSL), após o pífio resultado de Alckmin (PSDB).

Em coletiva na manhã desta sexta-feira (29), ao ser questionado se teria se arrependido de ter votado no Jair, o presidente do Democratas respondeu ao melhor modo Centrão de ser, onde não há espaço para arrependimentos:

“Não suporto aplaudir engenheiro de obra pronta. Naquele momento não foi apenas em quem votou em Bolsonaro. Foram mais de 50 milhões de brasileiros, esperando uma série de coisas que não aconteceram. Não faço juízo do voto que dei em Lula, não vou fazer do voto que dei em Bolsonaro no segundo turno. Em nenhuma das duas oportunidades eles foram minhas escolhas preferenciais. Minhas primeiras escolhas. Engenheiro de obra pronta é fácil”, ressaltou o futuro secretário-geral do União Brasil.

Faltou aos colegas jornalistas presentes questionarem quais das “série de coisas que não aconteceram” ACM Neto acreditou que Jair Bolsonaro seria capaz de entregar:

Foto: Reprodução Redes Sociais

Reconciliação

O Presidente nacional do Democratas revelou o que muita gente a “boca miúda” já imaginava, que perdoou o amigo de longos anos, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM).

“Uma prova que não há sentimento negativo. Minha relação com Rodrigo é de 20 anos, dos quais 9 meses foram extremamente turbulentos. Prefiro nesses 20 anos, os 19 anos e 3 meses de relação de amizade, do que os nove meses de brigas e divergências. Tivemos um encontro pessoal, depois voltamos a nos falar por telefone. Para mim é assunto no passado. Aquela coisa: dois amigos que viveram a vida juntos, em determinado momento de desentenderam, tomaram posições que não deviam, mas existe uma janela de reconciliação”, destacou ACM Neto.

O probleminha entre Neto e Maia se deu após o então presidente da Câmara ficar chateado com o fato do Democratas, coordenado pelo diretório da Bahia, decidir que o candidato de Bolsonaro era melhor que o dele, mesmo ACM Neto garantindo que tinha o controle do partido e o desejo de que a Câmara dos Deputados continuasse sob tutela do DEM.

Daí para cá o carioca passou a atacar o cacique baiano, o OFF News relembra alguns dos adjetivos utilizados:

“Malandro baiano”

“Esse baixinho não tem caráter”

“Oportunista”

“Torquemada Neto”

Além dos adjetivos, o ex-presidente da Câmara também utilizou o “Bolsonaro presidente e ACM Neto vice-presidente”, que para o ex-prefeito de Salvador, após romper com o presidente da República que levou seu ex-chefe de gabinete, se tornou uma espécie de ofensa. 

A imprensa divulgou que Rodrigo Maia saiu às pressas na filiação do presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, ao PSD, na semana passada.

Agora está mais que claro que o medo de Maia era o de se filiar ao PSD no calor do momento, o que o faria perder o papel de destaque de deverá ter no União Brasil.

Com a perda de Pacheco e o constante anúncio de Neto que o União Brasil deverá ter candidatura própria nas entrevistas, o partido contará em seus quadros como virtuais candidatos à presidência da República, se não houver mais debandada:

Datena

Luiz Mandetta

Rodrigo Maia

ACM Neto terá em fim um candidato a presidente para chamar de seu.

Há tempos atrás, após saber de do encontro de ACM Neto com Maia, uma dessas lideranças comentou ao OFF News sob anonimato:

“Rodrigo Maia e Neto tomaram café juntos depois de tudo aquilo que Maia fez… E sou eu que vou ficar me importando com picuinha que criam, problemas, especulações. Já vi ele quase quer matar um um. Eu queria ver se fosse um político daqui se ele perdoaria. Ele perdoa o bonito lá do Rio. É a política em que os brancos, ricos e bonitos se entendem”, desabafou o articulador ao OFF News.

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