O chefe do executivo da Bahia, Rui Costa (PT), voltou a culpar o governo federal pelo custo dos combustíveis e do gás de cozinha no Brasil.
Rui Costa reclamou da tentativa de Bolsonaro de delegar sua responsabilidade como gestor máximo do país.
“Um dos piores defeitos ser humano é não assumir sua responsabilidade e querer transferir sua atribuição para aos outros, isso é o que o presidente faz, ao tentar, o tempo todo, transferir sua responsabilidade para outras pessoas. Ele sempre escolheu os governadores como bode expiatório, tudo que dá errado ele tenta dizer que a responsabilidade é dos governadores. É inconcebível que a Petrobras, que é um monopólio, controlado pelo governo, ele permitir uma política como essa. Esse monopólio deixa população refém, sem gás de cozinha que é elementar sobrevivência, sendo praticado a um preço extorsivo, mais de 100 reais, e ele [Bolsonaro] fica no jogo de empurra-empurra”, afirmou Rui Costa ao apresentador Datena em entrevista na manhã desta sexta-feira (1).
O governo da Bahia classificou como inaceitável que uma empresa estratégica para soberania nacional, “como é a Petrobras”, diminua sua produção de petróleo e se concentre apenas na “produção de óleo bruto em águas profundas”, passando a importa os derivados: “o que foi feito de escolha política, opção de diminuir a produção de derivados do gás de cozinha e aumentar a dolarização, a compra do exterior; deveria estar vinculada o preço do produto quando lá fora for mais barato. Descontrole econômico, elevação do dólar, diminuição derivados, isso causou essa explosão no preço do gás e do diesel”.
Rui Costa atacou o presidente Bolsonaro e seu governo por “não ter políticas para o país” e nem “vontade de trabalhar”.
“Os passeio de moto, de jet ski e lancha, demonstrando que não tem nenhuma vontade de trabalhar pelo Brasil, fez com que a credibilidade caísse. As ameaças às instituições criou instabilidade fazendo com que o dólar explodisse de preço. Ele mandou diminuir a produção de gás de cozinha, e aí tivemos dois momento de alta, do dólar e da importação. Isso precisa ser revisto, é preciso alguém que possa governador o Brasil, que está à deriva. Não tem política educacional, da saúde, aeroportuária, o orçamento federal sequestrado pelo parlamento para garantir gordas e recheadas emendas, o recurso federal está todo no balcão da política, nada de programa de infraestrutura e social”, criticou o petista.



