O requerimento de indicação do deputado federal licenciado Nelson Pelegrino (PT) ao Tribunal de Contas do Municípios, aprovado na última terça-feira (14), contou com dois votos contrários, dados justamente pelos parlamentares de Oposição a Rui Costa (PT) mais alinhados ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).
A votação foi secreta, mas o OFF News apurou que os dois votos contra indicação do petista foram de Capitão Alden (PSL) e Soldado Prisco (PSC). Eles votaram contra transformação do então comandante da Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia em conselheiro de contas, mesmo com o bloco de Oposição tendo fechado em favor de Pelegrino. O requerimento do Nelson teve 50 votos a favor.
Sob anonimato, um deputado da Casa afirmou ao OFF News que entre as contrapartidas para o aval de Pelegrino ao TCM estava o adiamento da apreciação do relatório do Conselho de Ética em desfavor de Alden, que estabelece pena de 30 dias pelas acusações feitas contra parlamentares do bloco ao qual pertence. Em abril, o deputado estadual do PSL acusou os parlamentares da bancada de Oposição de estarem recebendo R$ 1.6 milhão por mês, em uma espécie de “Mensalão da Oposição”, sem deixar claro os motivos para o vultuoso pagamento.
Chama atenção o fato de Alden ter votado contra indicação de Nelson Pelegrino, mesmo sabendo que uma das contrapartidas seria a postergação da apreciação do relatório do deputado Luciano Simões (DEM), que deve impor a ele ‘férias’ sem remuneração de um mês pelas ofensas aos colegas.
O ato do deputado estadual Capitão Alden (PSL) é mais uma prova inconteste de que o bolsonarismo é mesmo antropofágico.
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