O adiamento da apreciação do relatório do deputado estadual Luciano Simões (DEM), que estabelece punição estilo ‘férias’, de 30 dias, ao deputado estadual bolsonarista Capitão Alden (PSL), pelo plenário da Assembleia Legislativa da Bahia, feito a pedido do bloco de Oposição na última terça-feira (14), como contrapartida para aprovar a ida de Nelson Pelegrino ao Tribunal de Contas do Municípios, escancara a esquizofrenia da bancada.
O diagnóstico patológico é por conta da ação realizada pelo agrupamento em abril, quando acionaram o bolsonarista no Conselho de Ética – cobrando reparação e punição -, por quebra de decoro parlamentar, após ele denunciar em uma live o ‘Mensalão da Oposição’, ao custo de R$ 1.6 milhão mês para cada parlamentar, pago pela Prefeitura de Salvador, sob gestão de Bruno Reis (DEM), tendo como contrapartida sabe Deus o quê.
“A oposição que veio pedir para não votar o relatório de Alden, dizendo que votariam a favor do Pelegrino, o que de fato fizeram. Alden pediu arrego para adiar o processo por mais um tempo, já que a punição é certa. Iríamos votar, mas a pedido da Oposição, que articulou e depois chegou a pedir vista, o que não cabia, e, ao serem informados, optaram pela derrubada de quórum. Talvez Alden queira mais tempo acreditando que será absolvido. Ele chamou o bloco de Oposição de corrupto, e acho que esse será um teste de dignidade, vamos ver se depois dos ataques vão perdoar o acusador”, destacou um deputado, que pediu anonimato ao OFF News.
O “teste de dignidade” do bloco de Oposição ao governo Rui Costa (PT) poderá ser realizado na próxima semana, quando o presidente da Casa, Adolfo Menezes (PSD), prometeu pautar novamente o relatório.



