O ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, afirmou, em coletiva nesta quinta-feira (29), que os erros na invoice [nota fiscal internacional] apresentada pela Precisa Medicamentos para importar o primeiro lote de 3 milhões de doses da vacina Covaxin foram apontados pela fiscal do contrato, Regina Célia de Oliveira, não pelo servidor Luis Ricardo Miranda, irmão do deputado federal Luis Miranda.
“Ele recebe um salário. Não tem que receber parabéns. A primeira ponta linha para conter irregularidades é o servidor. Quem detectou o problema não foi o servidor, mas a fiscal do contrato”, destacou Rosário.
Em oitiva na CPI da Pandemia, Regina Célia de Oliveira declarou que a responsabilidade por checar erros na invoice era do setor de importação, área comandada por Luis Ricardo Miranda.
“Aceitei a declaração. Eu não chequei a invoice. Isso é competência da divisão de importação”, disse a servidora do Ministério da Saúde. “Em relação à minha função de fiscal de contrato, não vi nada atípico”, declarou Célia à CPI em 6 de julho. A apuração é de O Antagonista.



