Em live para mostrar fraude nas eleições, Bolsonaro diz que não tem prova de fraude, que há indícios, promete judicializar eleições e cita os riscos para o país da vitória de Lula em 2022

Bolsonaro

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O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), utilizou a live promovida na noite desta quinta-feira (29), destinada a revelar fraude nas últimas eleições, para fazer campanha política. 

Não apresentou em seu discurso nenhuma prova de fraude e provocou: “Quem me acusa de não apresentar prova. Devolvo a pergunta, me prove que ela [a urna] é a prova de fraude”. 

“Acabando eleições nós vamos judicializá-las. Quem vai julgar, os mesmo que tiraram o Lula da cadeia. Digo mais, não temos provas, mas há indícios de que na eleição para senadores e governadores isso pode acontecer”, sinalizou o presidente da República, após uma explicação de fraude feita por um programador de sistema em um vídeo exibido durante a transmissão.

Programador prova que é possível salvar urna com uma urna virtual / Foto: Reprodução

“Está em jogo o futuro do Brasil, a liberdade do povo. Acredito em Deus que ele me colocou aqui e só ele me tira. Para 2022, se por ventura eu vier a ser candidato, quero ter certeza que o eleito representa vontade popular”, destacou Bolsonaro. 

Sem citar o ex-presidente Lula, seu virtual adversário em 2022, fez referência a ele em diversos momentos da live: “O regime que esse senhor [Lula] defende não deu certo em lugar nenhum do mundo”. 

O presidente da República apontou os riscos do retorno do PT e citou até a frase de José Dirceu sobre a revolução que o partido iria implantar no Brasil.  

Sem apresentar provas das fraudes nas urnas, atacou o sistema dizendo que só é utilizado no Brasil e Bangladesh e Butão, e citou um hacker preso por suspeita de invadir sistema do Tribunal Superior Eleitoral.  

“Meus ministros querem o sistema auditável, será que estão todos errados?”, questionou Bolsonaro. 

Ele voltou a dizer que se Lula voltar o Brasil pode virar uma ditadura como Venezuela e Cuba, ou entrar em crise como está acontecendo na Argentina.

Ele usou vídeos de apoiadores criticando fraude nas urnas e exibiu reportagem da Globo indicando confusão de dados na apuração das eleições de 2018.

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