A luta pelos direitos da classe trabalhadora e contra os desmandos do governo federal foram alguns dos pontos discutidos na abertura do VIII Congresso Estadual do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social no Estado da Bahia (Sindprev), que tem como tema “Comida no Prato e Vacina no Braço”, na manhã desta quinta-feira (29). Na oportunidade, os Delegados (as) eleitos em assembleias setoriais de municípios baianos participaram da leitura do regimento interno.
Na abertura do ato, que visa o fortalecimento da luta dos trabalhadores e trabalhadoras e de aposentados (as), diretores do sindicato e de entidades representativas expuseram suas contribuições neste evento que teve formato híbrido, com número reduzido de participantes, no auditório, respeitando ao decreto estadual que estabelece os protocolos de vigilância sanitária pandêmica, e virtual através do aplicativo Zoom Meeting.
Representantes da luta
O diretor da Secretaria de Administração e Finanças do Sindprev-BA, Valdemir Medeiros, saudou toda equipe que fez parte da construção deste evento e reforçou que esse é um tempo de “batalhas” para o enfrentamento desse momento político.
“Temos assuntos importantes a tratar como a desconstrução do Serviço Público e a marginalização dos servidores. A grande maioria não tem os chamados privilégios que tentam colocar na opinião pública, mas sim muito trabalho prestado para o crescimento do País”, disse.
A diretora da Secretaria de Políticas Sociais, Lucivaldina Brito da Boa Morte reiterou que “é preciso fortalecer e manter a luta dos trabalhadores. Dentro dessa batalha, temos a manutenção do direitos dos trabalhadores, na saúde, dentre outros. Fortalecer a luta de rua, que não está sendo fácil com esse governo. A luta a favor da sociedade, das centrais sindicais e contra esse governo que tanto tem nos prejudicado”, reforçou.
Edvaldo Santana Santa Rita, diretor da secretaria de Organização e Finanças, evidenciou o trabalho do sindicato e antecipou informações sobre instalação da clínica do trabalhador (a). “A diretoria reunida tomou a decisão de fazer esse congresso, por entender que existe uma necessidade muito grande de socializarmos política, de direcionarmos a luta que nesse Sindicato tem sido feito. O que nós estamos fazendo aqui, é para o trabalhador ter voz, é mostrar ao trabalhador que temos uma diretoria responsável, que faz valer todo soldo e trabalho da categoria sindical. Nós estamos instalando uma clínica do trabalhador. Nós queremos saúde coletiva. Nós queremos saúde preventiva”, antecipou em sua fala.
Walter Cândido do Monte, diretor da Secretaria de Organização e Finanças, destacou que este é o momento certo de organização da categoria. “Esse é um momento crucial, conjuntural que vivenciamos no dia de hoje, para garantia da luta do sindicato entre os poderes, entre as categorias e centrais sindicais. Precisamos lutar contra o governo federal, que está excluindo os aposentados, pensionistas, excluindo todas as classes trabalhadoras. Diante mão, gostaríamos de salientar da importância dessa discussão, dos rumos da nossa luta e dos rumos que o sindicato deve dar”, salientou.
Também estiverem presentes e de forma virtual, o representante da CNTSS/CUT, Raimundo Cintra; o deputado federal, Jorge Solla, o ex-ministro, Alexandre Padilha; o ex-gestor da Petrobras, Sérgio Gabriele; a presidente do Sindicato dos (as) Assistentes Sociais, Marleide Castro; o assessor e consultor de entidades sindicais, Vladimir Neponuceno; o presidente da FESF-SUS, Ricardo Mendonça e o representante da Assembleia Legislativa da Bahia, Breno Valadares.
Outros debates
A programação ainda inclui os seguintes assuntos: Ações judiciais, Reforma Administrativa (PEC 32), Prevenção à Saúde com qualidade de Vida, Previdência Social mais Seguridade, Aposentados na Nova Era, Mulheres na Atualidade, Reforma Estatutária e Plano de Lutas.



