Contra a Reforma Administrativa, servidores públicos defendem deflagração de greve-geral

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Durante encontro virtual do Fórum Baiano em Defesa do Serviço Público, grupo que congrega 18 entidades, representantes dos servidores de diversas categorias defenderam uma greve-geral do setor em protesto contra a Reforma Administrativa.

Composto por 18 entidades, o Fórum participa, nesta quinta e sexta-feira (29 e 30), da Plenária Nacional do Serviço Público. O objetivo do grupo é mostrar essa pauta de forma mais clara e ampla para sociedade, uma vez que o texto da PEC 32 enfraquece as carreiras de Estado e coloca o serviço público à disposição de governos e não da população.

Durante o encontro estadual, que contou com a presença de parlamentares e de integrantes do colegiado baiano, foram destacados pontos como o interesse do bloco parlamentar conhecido como centrão de apoiar a Reforma, pois ela aumentaria ainda mais a oferta de cargos para a barganha em negociações de apoio de deputados e senadores aos governos. Os integrantes do Fórum, pontuam que a PEC 32 também deve escancarar a convergência de interesses privados na máquina pública.

Outros aspectos negativos considerados arriscados no texto da Reforma são o fim da estabilidade no Serviço Público, redução da jornada de trabalho e salários e a sua submissão a uma lógica mercadológica, abrindo as portas para a corrupção.

“A intenção do governo é desidratar o texto da PEC 32, pois o próximo ano é eleitoral e a matéria é impopular, mas nós pretendemos que ele seja retirado completamente da pauta do congresso”, informa a coordenação do Fórum.

Uma greve-geral no Serviço Público é cogitada por sindicatos, federações e associações de servidores em todo o Brasil.

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