O levantamento da Record TV Itapoan em parceria com o Instituto Real Time Big Data, divulgado nesta terça-feira (20), revelou indícios da influência que os presidenciáveis terão nas eleições ao governo da Bahia em 2022.
Na pesquisa induzida de intenção de votos para o governo da Bahia, ACM Neto, com o apoio de Ciro Gomes, tem 35% das preferências. Já Jacques Wagner, com o apoio de Luiz Inácio Lula da Silva, tem 29%. Com apoio do presidente Jair Bolsonaro, João Roma (Republicanos) chega a 15%. E Hilton Coelho (PSOL), com apoio de Guilherme Boulos, vai a 2%.
O presidente do Democratas e virtual candidato ao governo, ACM Neto, aparece com 41% das intenções de votos na pesquisa estimulada. Quando comparado ao lado do virtual candidato do PDT à presidência da República, Ciro Gomes, ele sofre uma retração de 6% na intenção de votos.
Presidente do PDT Bahia, o deputado estadual Félix Mendonça se diz otimista com o percentual.
“A minha análise é de que o apoio de Lula praticamente não acrescenta nada a Wagner, enquanto o apoio de Bolsonaro é fundamental para João Roma; sem Bolsonaro, Roma praticamente não pontua . Ciro com ACM Neto, mesmo com apoio de Lula e Bolsonaro aos candidatos, eles mantêm uma posição muito boa na Bahia”, destacou Mendonça.
O deputado federal do PDT avalia que a pesquisa da Record é uma coisa preliminar, que está “longe de ser o resultado” que teremos no abrir das urnas em 2022: “Acredito que a população vai conhecer mais Ciro, suas ideias e tirar o preconceito de que Ciro é pavio curto, ele está muito amadurecido e será um candidato levado em conta na votação”.
Crescimento
O presidente do PT Salvador, Ademário Costa, também fez uma avaliação positiva sobre os números do virtual candidato de seu partido ao governo da Bahia.
Com Lula, Jaques Wagner (PT) tem um aumento de 2% nas intenções de voto, saltando de 27% para 29%.
“No cenário de Neto aliado ao nome Ciro, Wagner com Lula e Roma ao lado Bolsonaro, diminui-se a intenção de votos em Neto e aumenta a de Wagner. João Roma aparece mais abaixo, a polarização da [eleição] presidência será entre Lula e Bolsonaro, a terceira via não terá força, mas poderá ser uma âncora no pé de Neto, caso tenha que escolher entre Ciro e Bolsonaro”, avaliou Ademário Costa.
O militante atribui o bom desempenho de ACM Neto com a um misto de uma gestão bem avaliada com um excesso de exposição midiática.
“O recall de ACM Neto é muito maior hoje. Tivemos mais recentemente uma eleição para prefeitura, e o candidato de fato [em Salvador] era ACM Neto, não o de direito. O Programa eleitoral que foi transmitido em todo estado foi o de ACM Neto. Agora é bom lembrar que o peso dos candidatos à presidência é tão grande que faz João Roma cresça de forma acentuada”, explica o presidente do PT de Salvador.
Assim como Félix Mendonça, Ademário Costa avalia que quando ficar evidente que Lula é o candidato e que Lula e Wagner são uma chapa, o atual senador do PT passará na frente: “Não é o único fator, mas é o fundamental. A última eleição mostrou isso. Haddad teve a maior votação na Bahia, assim como aconteceu com Rui Costa; isso vai acontecer novamente, não tenha dúvida”.
Visibilidade
Na mesma linha segue o presidente do PT Bahia, Éden Valadares. Apontando o caráter efêmero do levantamento há um ano e meio da eleição, o militante afirmou: “as últimas eleições na Bahia consolidaram um grupo que celebra pesquisa, a turma do DEM, e outro que comemora o resultado das urnas, o nosso time”.
A avaliação de Éden é de que ACM Neto, em cruzada pelo estado da Bahia, não conseguiu aumentar o seu percentual eleitoral em relação ao senador do PT e virtual candidato ao governo.
“Repare, o governador Rui Costa segue cumprindo agenda, entregando serviços e obras; Jaques Wagner segue trabalhando no Senado pela vacina, a volta do Auxílio Emergencial e por mais investimentos para a Bahia; somente ACM Neto cumpre agenda política, em Brasília apoiando Bolsonaro e rodando o Estado antecipando o calendário eleitoral. E, mesmo assim, a diferença dele para Wagner vem diminuindo”, ironiza Valadares, que arremata avaliando: “Há um ano e meio das eleições, sem a gente botar o time em campo, as pesquisas dão esses números? Recebemos com tranquilidade e seguimos focados em trabalhar mais e mais”.
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