A diretora técnica Emanuela Medrades, da Precisa Medicamentos, representante da Bharat Biontech, produtora da vacina Covaxin, afirmou, durante oitiva na CPI da Pandemia, nesta qiarta-feira (14), que a cláusula que estabelece o pagamento antecipado no contrato junto ao Ministério da Saúde era um prerrogativa usada pela empresa indiana em todo mundo.
“A Bharat tem o dado dela para fazer a emissão de invoice. Ela utilizou todo tempo como se fosse uma minuta padrão. A primeira que recebemos, enviada dia 22; o mundo inteiro pagou antecipadamente, o próprio Paraguai e outros países que efetuaram a compra da Covaxin tiveram a condição de realizar o pagamento antecipadamente, nos termos do incoterm”, explicou Medrades.
Sobre as correções das invoices (nota fiscal), a diretora informou que é natural as “idas e vindas com erros materiais que possam ser corrigidos” no contrato.
A funcionária da empresa intermediária da Covaxin entrou em contradição ao classificar como “normal” que, em uma transações da Precisa com o Ministério da Saúde, o valor contratualizado seja pago para um empresa de fora do país. Ao ser questionada pelo senador Alessandro Vieira (Sem Partido) que sua informação destoa dos dados divulgados pelo Ministério da Saúde, Medrades afirmou: “o que está portal da transparência é superficial”.
A diretora técnica da Precisa negou que não houve um tentativa de incluir o pagamento de frete e seguro, mesmo o contrato prevendo o valor dos insumos mais o custo, como foi constatado na primeira invoice: “O próprio ministério solicitou através de um e-mail que fracionamos [as doses]. O valor global 15 dólares [por dose] está com tudo incluso. A partir do momento que pediu que fracionasse; O fato de eu ter separado o valor, não significa que estou cobrando do MS. Em momento nenhum uma proforma invoice pode sobrepor o que tem em contrato. Não houve tentativa [de embutir o valor do frete e seguro via invoice], o valor final com está com todos os impostos inclusos”.



