O pré-candidato a senador e presidente do PL da Bahia, João Roma, lamentou, nesta quinta-feira (16), as mortes do policial civil Adailton Oliveira Rocha e do policial militar Samuel Novais da Silva, enquanto realizaram operações de combate ao crime em Salvador. Roma pontuou que as mortes refletem a falta de respaldo dada pelos governos do PT aos agente de segurança pública.
“São 20 anos que o governo do PT não dá respaldo para o policial trabalhar. Todas as vezes que acontece uma coisa como essa, ao invés de ir para cima e parar todo mundo porque atingiu uma pessoa, temos toda hora o governador [Jerônimo Rodrigues] passando pano, dizendo que o policial não estava fardado, que não estava na linha de frente, que não estava em serviço. Cadê o respaldo para a policia trabalhar? O policial fica estressado, sem poder agir”, protestou Roma, em entrevista à Rádio Baiana FM.
O ex-ministro da Cidadania pontuou que a Bahia atualmente enfrenta cenários de insegurança muito maior que Rio de Janeiro e São Paulo. “Esses estados que já viveram situação muito mais caótica na violência, mas conseguiram resolver a questão dando respaldo aos seus policiais”, comparou Roma, ao afirmar que os profissionais da segurança pública na Bahia, além de carecer de melhores equipamentos, age sem ter retaguarda para as operações.
João Roma disse ainda que há o problema das leis brandas contra criminosos que possibilitam, por exemplo, as audiências de custódia. “As leis, sem dúvida nenhuma, precisam ser endurecidas, mas o problema na Bahia não é questão orçamentária, mas a falta de retaguarda. A Bahia tem se tornado a terra do medo. No Extremo Sul nem se fala: organizações criminosas se instalando, algumas pessoas foram decapitadas em Eunápolis”, rememorou o pré-candidato a senador.



