Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (13), para tratar do caso Ian e Bruno Barros, a promotora do Ministério Público, Ana Rita Cerqueira Nascimento, afirmou que o órgão de controle aguarda o envio das quebras de sigilo dos envolvidos na morte dos jovens, o que poderá provocar um aumento no número de investigados e denunciados.
Na última segunda-feira, o MP denunciou 13 pessoas pela morte dos jovens detidos ao furtarem carnes no supermercado.
“Houve a quebra de sigilo e os dados ainda estão por vir. A autoridade policial achou por bem mandar logo todo o inquérito, mas, no curso da ação penal, com a chegada de novas provas ou até mesmo através dos próprios denunciados, pode haver o aditamento de denúncia, ou seja, pode-se colocar mais autores, mudar a tipificação. Nada está engessado. Esse aqui é o primeiro momento, ainda tem muita coisa a se desenrolar”, explicou Ana Rita na coletiva.
A promotora de justiça revelou que o caso está na Vara do Tribunal do Júri, a quem caberá receber a peça de denúncia e pedir o decreto de prisão preventiva de todos os 13 denunciados : “É uma pena, uma tristeza indescritível, saber que dois jovens foram assassinados pela tentativa de furto de carne. Optou-se em não chamar a autoridade policial, o que era o certo. Ocorreu o crime, chama a polícia. Se todas essas medidas fossem tomadas, talvez esses jovens estariam respondendo frente a autoridade policial, mas vivos. Então a coisa certa não foi feita”, acrescentou a promotora”.
Foram denunciados pelos crimes de homicídio qualificado (por motivo torpe, meio cruel e sem possibilitar a defesa das vítimas), constrangimento ilegal e extorsão o gerente-geral da loja Agnaldo Santos de Assis e os prepostos Cláudio Reis Novais e Cristiano Rebouças Simões. Por crimes de homicídio qualificado e cárcere privado, foram denunciados Victor Juan Caetano Almeida, David de Oliveira Santos e Francisco Santos Menezes. Eles foram apontados como responsáveis por entregar as vítimas aos executores. Lucas dos Santos, João Paulo Souza Santos, Alex de Oliveira Santos, Janderson Luís Silva de Oliveira e Rafael Assis Amaro Nascimento foram denunciados por homicídio qualificado, identificados como os responsáveis pela execução. O MP denunciou ainda Michel da Silva Lins e Ellyjorge Santos Lima por ocultação de cadáver.
A apuração é do BNews.



