Após requerer todos os documentos relacionados aos atos de seu processo, tendo solicitado, inclusive, o vídeo da reunião da Mesa Diretora da ALBA onde houve a admissibilidade da denúncia contra ele e o aval para abertura do processo no Conselho de Ética, o deputado estadual Capitão Alden (PSL) construiu um documento de cerca de 300 páginas em que reafirma que está sendo vítima da má interpretação por parte dos deputados da Oposição e alega que não foi lhe dado o direito pleno de defesa pelo conselho, apontado no documento falhas no trâmite do seu processo.
Alden é alvo de um processo por quebra de decoro parlamentar, protocolado por deputados do bloco ao qual faz parte, da oposição, após ele acusar os parlamentares de estarem recebendo mesada de R$1.6 milhão via Prefeitura Municipal de Salvador, sob gestão de Bruno Reis (DEM).
“Ele alega que não quis dizer que o valor recebido era de emenda, ilegal, que foi mal interpretado. Ele alegou também que o Conselho de Ética cerceou seu direito de defesa, que deixou de encaminhar algumas coisas. Chegou a dizer que não recebeu link para participar das reuniões. Eu enviei link para ele do meu próprio celular”, ressaltou o presidente do Conselho de Ética, Marquinhos Viana (PSB).
Defesa
O deputado estadual do PSB lamenta que Alden acuse o Conselho de não ter lhe dado direito à defesa e reforça que não ocorrerá pré julgamento no processo, que segundo ele, está nas mãos do relator, o deputado estadual Luciano Simões Filho (DEM), que deve decidir o futuro do parlamentar na sessão do dia 14 de Julho, sete dias após deputado membro da Polícia Militar prestar depoimento ao Conselho de Ética, marcado para o dia 7 de julho, que poderá ser feito de forma virtual ou presencial.
“É injusto ele acusar o conselho. Ele solicitou uma ampliação do prazo, dizendo que não foi encaminhada a mídia da gravação da Mesa. Ampliamos o prazo e entregamos a mídia com toda gravação. Tudo que nós tínhamos na mão, a representação contra ele da Oposição, atas da Mesa Diretora, das reuniões, tudo foi encaminhado para ele não poder alegar que não teve direito de defesa. Além dos dez dias [solicitação da ampliação de prazo], demos para ele mais 5 sessões da comissão, para ele ter tempo para construir sua defesa; e acabou que ele não usou todo prazo”, pondera Viana.
O presidente do Conselho de Ética afirma não saber “como virá o relatório” e pontua que os membros são livres para divergir do relatório ou compactuar com ele: “Será tudo dentro das normas, como já está ocorrendo. É o relatório que dirá se procede ou não o que a Oposição alega e se o fato é para suspensão do mandato, para cassação ou para absolvição”.



