Após a derrubada de casas em associação de moradores pela Sedur de Camaçari com apoio da PM cumprindo ordem do MP, Juíza dá cinco dias para órgãos explicarem ato de madrugada

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A juíza Marina Rodamilans de Paiva Lopes Da Silva deu um prazo de cinco dias para que o Ministério Público da Bahia, através da 5ª Promotoria de Camaçari, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Camaçari (SEDUR) e o Comando da Polícia Militar em Camaçari-Ba apresentem os argumentos para realização da operação, realizada na madrugada da última terça-feira (22), contra os moradores da AMREC (Associação dos Moradores Recanto do Emissário de Camaçari).

Dezenas de casas foram destruídas pela força-tarefa da Sedur de Camaçari, segundo o advogado do AMREC, Felipe Prado, as casas destruídas foram de moradores que não estavam no local e os vizinhos não tiveram autorização para retirar os móveis dos espaços.

Os moradores que não perderam seus imóveis receberam uma notificação para deixar o espaço em até 72h.

Ao OFF News, a Sedur de Camaçari confirmou na terça-feira (22) que “ao longo da madrugada, foram demolidos, em média, 50 edificações, entre muros, cercas, estruturas de casas, dentre outras estruturas”. O órgão alegou que, “antecedendo à operação desta noite, e seguindo a determinação do MP-BA, a equipe da Sedur realizou uma vistoria in loco, com a elaboração de relatório técnico, onde foi comprovada a irregularidade da ocupação”.

O órgão público explica que , coordenada pela Suofis, “a ação envolveu um efetivo de mais de 40 profissionais. Entre eles, apoiaram a operação equipe da Superintendência de Trânsito e Transporte Público de Camaçari (STT), da 59ª Companhia Independente da Polícia Militar da Bahia, da Companhia Independente de Policiamento Especializado-Polo Industrial (CIPE-PI), além do Pelotão de Emprego Tático Operacional (PETO)”.

“A juíza quer tirar a limpo a história com a Sedur, com o comando da polícia e com a promotoria ambiental do Ministério Público. Para esclarecer os motivos para uma operação de madrugada. Soubemos que na última quinta-feira os moradores do local foram vítimas de atos de terrorismo. Soltaram rojões e cortaram a energia de madrugada. É uma tática para forçar a saída dos moradores do local”, destacou Felipe Prado.

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