A FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) publicou uma nota criticando o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), pelo ataque contra jornalista Laurene Santos, repórter da TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo.
Durante entrevista na última segunda-feira (21), o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), se irritou com a jornalista após ser questionado sobre o fato de chegar sem máscara ao evento. Ele atacou à repórter e a emissora de TV.
“O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudiam a atitude brutal e misógino do presidente. Ela se deu em novo caso de ataque ao exercício profissional do jornalismo, que Bolsonaro já provou reiteradamente desprezar, tanto quanto despreza a própria democracia”, diz a Fenaj.
A entidade que representa os jornalistas no país lamentou o fato de Bolsonaro agir com truculência contra profissional em atividade, mandado ela, aos gritos, “calar a boca”, e usando de ataques contra o ofício do jornalismo e da jornalista.
“O “serviço” da jornalista a que Bolsonaro se refere, de forma baixa e torpe, foi questioná-lo sobre ter chegado ao local sem máscara. A pergunta era, como registrada em vídeo, de absoluto interesse público, e buscava estabelecer a responsabilidade do presidente da República sobre seus próprios atos. Incapaz de oferecer uma resposta, Bolsonaro parte para a ofensa e a agressão, como faz toda vez que o trabalho jornalístico cumpre seu dever de cobrar justificativas ou esclarecimentos do governo federal: o que se expressa é a sua própria incapacidade de apresentar justificativas ou esclarecimentos sobre os seus atos, manifestando um profundo desprezo pela liberdade de imprensa como preceito fundamental da democracia”, criticou a Federação dos Jornalistas.



