O governador Rui Costa (PT) se manifestou contra o processo de imunização baseado em atividades profissionais. Ele defende que o processo ocorra primeiro entre idosos e pessoas com comorbidades, alcançando apenas categorias que estão mais exposta ao contágio com o novo coronavírus.
No Brasil, centenas de categorias pressionas as CIBs (Comissão Intergestores Bipartite) para serem incluídas entre os grupos prioritários para vacinação.
“Eu não sou a favor dessa segmentação excessiva que se fez, de categorização para aplicação da vacina. O vírus tem um comportamento muito claro; depois de um ano a ciência não aprendeu tudo, mas aprendeu muita coisa com o vírus e uma coisa que hoje é fato, é que o vírus é mais agressivo em uma relação direta com a idade. Quanto mais a pessoas for idosa, maior é a agressividade do vírus. O vírus tem uma relação direta com outras doenças, as chamadas comorbidade. Esses dois grupos: pessoas que têm outra doença ou pela idade; isso é fato e sou a favor que a prioridade fosse basicamente essa, com a escolha de um, dois ou três grupos mais expostos para serem vacinados”, reforçou Costa em entrevista à Rádio Metrópole na última segunda-feira (25).
O governador avalia que se a vacinação começa a ocorrer por categorias, os grupos de risco para Covid-19 acabam sendo prejudicados.
“Na hora que começa a discutir e debater com categorias, você começa a vacinar quem em tese corre risco de vida muito menor e deixar de vacinar quem corre um risco maior. Quando você começa a vacinar por categoria, pessoas de 40, está deixando de vacinar quem tem 59, 58, 57, que estatisticamente, comprovadamente, corre um risco maior. Tenho uma posição crítica acerca do excesso de pleito de corporações, de categorias para serem incluídas na vacinação. Devíamos avançar com foco nas pessoas que tem doença e por idade, critério mais objetivo, mais justos, e que tem uma relação direta com os dados científicos de contaminação e morte. Morrem mais as pessoas que têm doenças e pessoas idosas”, sinalizou Costa.


