“O que o Pazuello fez ontem no Rio foi chacota com a CPI, é inadmissível”, diz Angelo Coronel

Coronel

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O senador e membro da CPI da Pandemia, Angelo Coronel (PSD), classificou como “inadmissível” o comportamento do ex-ministro da da Saúde, Eduardo Pazuello, durante ato em apoio ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), no Rio de Janeiro, no último domingo (23). 

A afirmação foi dada em entrevista à Rádio Jovem Pan, na tarde desta segunda-feira (24).

Sem máscara, Pazuello discursou para apoiadores em cima de um mini trio e elogiou o presidente Bolsonaro.  Na última quarta-feira (19), o ministro foi ouvido pela CPI da Pandemia e pediu desculpas por um episódio em que foi flagrado sem máscara em Manaus. Ele também ressaltou que sua gestão à frente do MS foi marcada pela defesa das medidas de distanciamento social e de segurança sanitária, como o uso de máscara e de álcool em gel. 

“O que o ex-ministro Pazuello fez ontem no Rio foi um absurdo. Pregou algo na CPI, dizendo que era  a favor do uso de máscara, distanciamento, álcool em gel e ontem, em um ato político, fez totalmente o contrário ao que falou na CPI. Ele fez ontem uma chacota com a CPI. É inadmissível o comportamento do ministro”, criticou Coronel.  

Sem máscara, Pazuello discursa ao lado do presidente da República, ato irritou senadores e membros do Exército / Foto: Reprodução CNN

O senador afirma que ato de Pazuello é mais um incentivo para que os parlamentares aprovem um requerimento convocando o ministro, que entrou em contradições em diversos momentos em sua oitiva como testemunha. Na próxima quarta-feira (26), os senadores irão apreciar um requerimento que poderá trazer de volta o ex-ministro da Saúde ao banco da CPI da Pandemia. 

“Não vou falar do presidente, que já vem fazendo isso todos os dias e em todos locais [ficar sem máscara]. Mas hoje tivemos uma surpresa muito grande; no Equador ele está usando máscara. A proteção do povo equatoriano parece que é mais importante que o brasileiro; lá ele protege para não contaminar e não ser contaminado, aqui o seu comportamento é totalmente diverso”, ironizou o parlamentar do PSD, citando a viagem de Jair Bolsonaro para posse do novo presidente do Equador, Guillermo Lasso.  

Trabalho

O político baiano avalia que está havendo exagero por parte de colegas da comissão de inquérito que estão utilizando o espaço privilegiado como palanque eleitoral, buscando pavimentar suas ambições para 2022. 

“Existe, hoje, no Brasil uma torcida pregando que a CPI não trará resultado positivo ao país. Só em ter CPI, nós já estamos forçando o governo adquirir vacina com mais rapidez. Existe alguns colegas, e não é uma questão de falta de ética falar isso, que ficam querendo fazer palanque eleitoral visando as eleições do próximo ano. Temos que focar na questão da compra de vacinas, da imunização”, cobrou Angelo Coronel. 

O senador destacou que uma comissão de inquérito não é uma “delegacia de polícia” e que caberá aos órgãos de controle, após a construção do relatório final, “imputar multa e sanções para aqueles que erraram”.

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