Na manhã desta segunda-feira (24), o prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), revelou que ocorreu o retorno de apenas 1.8% dos alunas da rede pública municipal de ensino.
“A rede pública não voltou, só 1,8% foram às escolas”.
Diante do cenário de baixa procura e do aumento nas contaminações e internações em leitos de UTI por complicações da Covid-19, a vereadora avalia que não há motivos para mantar às escolas abertas.
“A taxa de ocupação estava em 79%. Hoje vão atualizar, mas já ouvimos durante o dia que a fila de espera para UTI está grande, pediátrica e de adultos. Isso requer do prefeito, governador, todas as pessoas que têm agido para diminuir os números, urgência. A escola é um desses fatores, e temos que ter o cuidado. Em um momento de incertezas, oscilação, com a possível chegada de uma nova cepa indiana, o mais cauteloso é o ensino remoto”, destacou Marta.
A APLB decidiu pelo estado de greve e o Sinpro realiza nesta segunda-feira (24) uma assembleia para decidir se seguirão ou não com as atividades presenciais.
Redução
Enquanto os professores estão em mobilização, o município, via Secretaria de Educação, promete como resposta pela paralisação uma redução salarial considerável, pagando apenas ⅔ do salário para os professores que estão trabalhando apenas de forma semipresencial.
“Tenho recebido denúncias e espero que seja só ameaças, que não se concretize. A prefeitura não pode ameaçar cortar dois terços da carga horária dos professores que se recusarem a dar aula presencial. Além de uma medida autoritária, isso é um desrespeito com os profissionais e com as leis trabalhistas. O prefeito não pode com um decreto passar por cima de lei, ameaçar cortar, em momento em que estamos, de pandemia”, reforçou Rodrigues.



