“Nunca fui contra o Covax”, diz Ernesto Araújo na CPI da Covid

Senado

Compartilhe essa notícia!

Durante oitiva da CPI da Covid, nesta terça-feira (18), o ex-chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, afirmou que nunca foi contra a compra de vacinas através da Covax Facility, consórcio organizado pela OMS.    

“Nunca fui contra o Covax. Assim que o Covax tomou forma, em dois de julho, a nossa coordenação e eu mesmo assinei uma carta, dizendo que o Brasil tinha interesse em entrar, mas ainda não havia um modelo estabelecido, buscávamos mais informações e ainda negociava-se os termos. Não é que o brasil decidiu esperar até o final, vários países sulamericano pediram o adiamento, para aprovar legislações. O Brasil estava dependendo de medidas legislativas. Acompanhamos desde o começo. Não estava pronto para ser assinado em abril, só ficou pronto em setembro”. 

Ao ser interpelado pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB), mediante sua afirmação de apoio ao consórcio, em contraponto ao fato do país ter comprado apenas 10% da cota que poderia adquirir, ele disse que o ato foi uma opção do Ministério da Saúde.

Questionado sobre os posicionamentos de sua gestão, seguindo o rompimento dos EUA contra OMS, ainda em 2020, onde passou a tecer críticas e ameaçou romper com o braço de Saúde da ONU, o diplomata afirmou que o posicionamento foi baseado em uma busca por uma maior transparência e eficiência da organização: “Há a necessidade de que organismos internacionais tenham transparência e eficiência. Interpretamos naquele tipo de menção, uma aprovação. Havia um comportamento problemático da OMS, ela em vários momentos voltou atrás em sua percepção, e isso precisava ser avaliado. Não deveria colocar um pano sobre isso”. 

Deixe seu comentário

guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Últimas