O presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, ressaltou, durante oitiva na CPI da Covid, que não tem “nenhuma porta fechada para Sputnik V”, destacando que os documentos enviados pelos estados para comprovar eficácia do imunizante russo estão em investigação pela agência sanitária.

O médico e Almirante da Marinha do Brasil disse que após ataques público na TV e processos judiciais, foi organizada a coletiva que revelou falhas da Sputnik, a exemplo da ausência do vírus replicante.

“Depois da reunião de segunda-feira [onde foram apresentados os motivos do veto à Sputnik], em toda mídia internacional e nacional, tínhamos promessa de processos. Dito por eles que eram subservientes aos EUA, disseminadores de fake news, que nós mentimos; uma coisa um tanto quanto chocante. E tivemos que fazer o que não queríamos. Uma resposta ao ataque que não era devido. O vírus replicante é uma delas. Houve também uma ausência total de estudo de toxicidade. Não tem dados sobre efeitos no testiculo e ovário. Não tem estudo em feto, nem de camundongo”, revelou Barra Torres.

O presidente da Anvisa, questionado sobre os motivos de ter ido contra barreiras sanitárias no início da pandemia, chegando a interpelar judicialmente alguns estados, a exemplo da Bahia, que em março tentava testar todos os pacientes que chegavam ao Brasil, afirmou que barreiras foram realizadas. A afirmação do diretor-presidente da Anvisa gerou repercussão. 

“Em meu estado nem medem a temperatura para entrar no avião, presidente. Os aviões estão lotados”, desabafou o senador Omar Aziz (PSD), presidente da CPI das Fake News.  

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