O presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, destacou que o argumento de que 58 países estão fazendo uso da Sputnik V, imunizante russo, não é verdade. Ele alega que dos 58 países que governadores e o Fundo Soberano Russo têm informado, 24 nações, consultadas pela Anvisa, afirmaram terem recebido o imunizante, mas que ainda não estavam usando.
“Dos 58 países, 24 responderam que não estão utilizando. Dado do última dia 26. Então, não são 58. Não estão ou pelo menos não estavam à época da nossa análise. O México, que tem uma agência sólida agência, declinou de informar, alegando acordo de confidencialidade. Outro país é a Argentina, que possui uma instância regulatória, apresentou um relatório, mas era um documento de quatro páginas, não trazia elucidações que precisávamos”, destacou Barra Torres.
O comandante da Anvisa cita um dado trazido pelo relatório argentino, que mostra o alto índice de eventos adversos após uso da Sputnik V.
“Pelo ordenamento argentino, a decisão [de uso da Sputnik] é do Ministério da Saúde da Argentina, que comunica a agência regulatória. 11 não responderam. Os que estão em uso, houve contratação X, doses e a recepção ainda é inicial. Tirando o México e a Argentina, nenhum desses países possui estrutura regulatória sênior, que a Anvisa possui. Da Argentina veio uma informação interessante: lá a Sputnik V responde por 57% da vacinação. Dos eventos adversos apontados são: 92%. Então, na questão dos países, o número não é esse [58 países em uso da Sputnik], pode até terem sido aprovado, mas 23 não tiveram [uso do Sputnik], mas 20 e pouco de dose pequena e 11 não responderam do número de 58”, destacou Antonio Barra Torres.



