O governo da Bahia entrou com uma ação via LAI (Lei de Acesso à Informação) para que a Anvisa informe os critérios utilizados para vetar a importação da Sputnik V, vacina russa produzida pelo instituto Gamaleya.
“Qual foi a base científica que justificou essa ação da Anvisa. Apresentamos relatório da Argentina. O Consórcio solicitou e entregou à Anvisa, entregamos na semana passada resposta a todos os ítens que a Anvisa colocou. Queremos cópia de todos os documentos que ela se baseou para emitir aquele relatório, para dar o parecer, queremos transparência total através do acesso aos documentos”, destacou Rui Costa em entrevista à CNN.
O governador da Bahia revelou que cientistas do Comitê Científico do Consórcio do Nordeste estão preparando um dossiê com análise da Sputnik V, que será colocado à disposição da Anvisa. O documento contará com o parecer de membros do Consórcio do Nordeste que estiveram na Rússia em Abril, no mesmo período em que servidores da Anvisa visitaram o país para conhecer a fábrica da Sputnik e receber dados do imunizante. Ao retornarem ao Brasil, profissionais da Anvisa reclamam de restrições impostas por membros do laboratório no acesso aos dados e espaços onde são produzidas as vacinas.
O governador revela que foram enviados à Anvisa diversos documentos com mais de 20 mil páginas, com dados e informações recebidas do instituto Gamaleya e outros países, com dados de eficácia da vacina.
“Estamos preparando relatórios de cientistas. O grupo científico de apoio ao Consórcio do Nordeste está preparando um documento com posicionamentos de cientistas renomados brasileiros, com base em todos os documentos colocados à Anvisa; são muitos documentos, mais de 20 mil páginas. Enviamos pessoas do Consórcio à Rússia, no mesmo momento em que os técnicos da Anvisa estavam lá; impressionante que eles não falaram da dificuldade de acesso aos laboratórios”, pontuou Rui Costa.



