O atual parlamentar federal e ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, avalia que houve negligência do governo ao não intensificar o processo de fiscalizações das fronteiras no Brasil para impedir a entrada no novo coronavírus, mas realiza uma meia culpa dividindo com a OMS e com a Anvisa.
Nesta terça-feira (4) o ex-ministro da Saúde está sendo inquerido pela CPI da Covid.
“As barreiras são feitas de acordo com o tamanho da fronteira, de fronteira seca temos 17 mil quilômetros, a Atlântica é uma enormidade incomensurável, aérea; são responsabilidade da Anvisa, portos e aeroportos. Não havia como se fazer proibição de voo, no mundo inteiro não fizeram isso. Fiz uma reunião na sexta de carnaval [de 2020], somente pessoas oriundas da China eram testadas; Que orientação é essa, mundo se globalizou. Ficamos nós correndo atrás disso. Foi pouco eficaz, o Brasil precisava de mais fiscais de vigilância, era subdimensionado, eu cobrava da Anvisa, mas é uma categoria em que concurso público há muitos anos que não tem, estão gradativamente sendo aposentadas”, avalia Mandetta.



